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Barcelos: Constitucional não aceita recurso. Costa Gomes e Vasco Real expulsos do PS

O Tribunal Constitucional apenas precisou de pouco mais de 20 dias para julgar “improcedente” o recurso apresentado por Miguel Costa Gomes e Vasco Real no âmbito da expulsão do Partido Socialista (PS).

O ex-presidente da Câmara de Barcelos viu assim confirmada a decisão da Comissão Jurisdicional do PS.

O E24 tentou obter uma reação junto do ex-autarca Miguel Costa Gomes que não quis, para já, abordar o assunto.

Também Vasco Real alinhou pelo mesmo discurso de não reagir para já.

Recorde-se que o PS acusou os dois militantes de terem contribuído para a derrota dos socialistas nas eleições autárquicas em Barcelos, assim como  “manchar” o bom nome do partido por causa dos vários processos judiciais em que esteve ou está envolvido.

“O problema é que três ou quatro processos foram arquivados, noutros três Costa Gomes foi absolvido com decisões que já transitaram em julgado e restam apenas dois em que nem sequer há acusação. E ninguém pode ser expulso de um partido por ser arguido”, referiu o advogado de Miguel Costa Gomes, Nuno Cerejeira Namora, há um mês atrás quando o PS decidiu expulsar os militantes.

Ainda segundo o advogado, outra acusação que o PS faz a Costa Gomes é de que ele contribuiu para a derrota do PS nas últimas autárquicas em Barcelos.

“Dizem que tem culpa por os folhetos da campanha terem chegado atrasados da tipografia, que não queria que a cara do candidato [Horácio Barra] aparecesse nos carros, que marcou ações de campanha para horas impróprias”, explicou, acusações estas refutadas por Miguel Costa Gomes, que disse que Horácio Barra conduziu a campanha “como bem quis” e que ele se limitou a “dar conselhos”.

Costa Gomes foi presidente da Câmara de Barcelos durante 12 anos, não tendo podido recandidatar-se em 2021 por causa da lei de limitação de mandatos.

A lista do PS foi encabeçada por Horácio Barra, sendo Costa Gomes o número um à Assembleia Municipal.

As eleições foram ganhas por uma coligação liderada pelo PSD.

Em 2019, Costa Gomes esteve quatro meses em prisão domiciliária, no âmbito da Operação Teia, em que está indiciado dos crimes de corrupção passiva e de prevaricação.

No entanto, ainda não há acusação.

 

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