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Braga: “Casa para Viver” sai à rua este sábado

Este sábado, dia 27 de janeiro, Braga junta-se a muitas outras cidades portuguesas no movimento nacional Casa Para Viver para reivindicar o direito à habitação, à cidade e ao planeta.

Em Braga, a manifestação é convocada “por um conjunto de pessoas com sensibilidades e vivências muito diferentes”, mas “unidas pela urgência que o problema da habitação constitui”.

“Bem como por uma resposta efectiva ao problema climático. Juntam-se à convocatória 23 coletivos e organizações de todo o distrito de Braga”, refere a organização.

A concentração será junto ao Coreto da Avenida Central, às 15h00, seguida de marcha pelo centro histórico.

O direito à habitação e à cidade, bem como a um planeta habitável, estão em causa.

“Os mercados de especulação e o governo, em conluio, apresentam mais construção como a única solução. Ao mesmo tempo, há mais de 730 mil casas vazias em Portugal”, refere ainda a nota de imprensa.

E o pacote Mais Habitação?

“Anunciámos a saída à rua no dia 1 de Abril, e o Governo anunciou o pacote Mais Habitação. Mas capitulou logo aos interesses financeiros e esvaziou-se em promessas. Saímos à rua no dia 30 de Setembro, e o Governo anunciou o fim do regime dos residentes não habituais, mas agora quer deixar tudo como estava. Temos feito uma grande pressão sobre o poder político, demos visibilidade às dificuldades de acesso a habitação, conseguimos que se discutissem soluções sobre o problema que todos queriam ignorar e esconder”, dizem as plataformas do movimento.

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Agora, às portas de novas eleições, este coletivo afirma que “não podemos deixar de nos fazer ouvir”.

“Este é o momento de vir à rua ainda com mais força e exigir que se assumam as soluções propostas por esta Plataforma Casa para Viver, como as soluções que de facto fazem falta a quem vive e trabalha em Portugal”, sustentam.

O manifesto nacional completo pode ser consultado aqui https://www.casaparaviver.pt/

“Não podemos continuar a aceitar que todos os dias, mais famílias percam a casa para os bancos ou sejam despejadas pelos senhorios por deixarem de conseguir pagar as prestações do crédito ou o valor das rendas”, destacam.

Os manifestantes falam em lucros históricos.

“Tudo isto para que, à nossa conta, a banca e os fundos imobiliários continuem a somar lucros históricos! Sim, históricos – só a banca lucra mais de 12 milhões de euros por dia em Portugal! Até quando? As casas são para viver, não são para especular”, vaticinam.

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