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Esposende: Número de estrangeiros quase triplicou numa década

A população estrangeira a residir em Esposende quase triplicou numa década. Este crescimento contribuiu para combater o saldo natural (diferença entre óbitos e nascimentos) que em 2021 estava negativo, segundo o Censos.

Em 2011 estavam a residir, em Esposende 409 cidadãos estrangeiros, sendo que em 2021 o número cresceu para 1093. Ou seja, quase triplicou, registando-se um aumento de 684 cidadãos, dando, assim, contributo no crescimento da população no concelho que aumentou em 887 pessoas (de 34330 em 2011 para 35217 em 2021).

O maior número de cidadãos estrangeiros é proveniente do Brasil, sendo seguidos da França, Espanha, Itália. O número de cidadãos ucranianos, apesar da guerra, é menor em relação a 2008. Cidadãos indianos e nepaleses são novidade em relação a 2008 pois neste ano não havia nenhum registo. População oriunda da China também subiu ligeiramente. O crescimento de emigrantes começa a sentir-se desde 2015, mas acentua-se a partir de 2018.

Ao contrário dos quatros anos consecutivos a perder população entre 2012 e 2016, Esposende conseguiu aumentar a população mesmo apresentando um saldo natural negativo. Em 2011 o resultado deste saldo era positivo (+92) tendo nascido 351 crianças e falecido 259 pessoas. Ora estes números inverteram em 2021 (-45) com 283 nascimentos e 328 óbitos. O saldo natural tem estado negativo desde 2019, enquanto o migratório está, positivo, desde 2017.

A população até aos 14 anos caiu 2,9% e, entre os 15 e 64 anos, caiu 2,4% na última década. Em sentido contrário, o número de idosos passou de 14 para 20% tendo o índice de envelhecimento (idosos por cada 100 jovens) aumentado de 83 para 149.

O que também aumentou foi o número de famílias unipessoais que registou um crescimento 4,6% nesta década, representado 18% no total. Atualmente as famílias de duas pessoas representam 28,5% (em 2011 eram 25% do total) sendo que a maioria são de três ou mais pessoas (53,4%).

O número de casamentos tem sido superior aos divórcios com a exceção do ano de 2020, altura da pandemia Covid-19.

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