17.3 C
Braga
Segunda-feira, Agosto 8, 2022
InícioBusinessHoti Hotéis estima receitas de 36 ME em 2021 e próximo ano...

Hoti Hotéis estima receitas de 36 ME em 2021 e próximo ano ainda abaixo de 2019

Data:

Subscreva

- Tenha acesso a todo o conteúdo do site

- Nunca perca uma noticia ou novidade na sua cidade

- Receba sempre as melhores promoções dos nossos parceiros

- Publicidade -

Ùltimas

spot_img
spot_imgspot_img

A Hoti Hotéis estima terminar o ano com receitas de 36 milhões de euros, uma subida face a 2020, mas cerca de metade dos 77 milhões de proveitos obtidos em 2019, valor que ainda será superior ao orçamentado para 2022.

“O ano de 2021 e 2022 ainda será claramente abaixo de 2019”, disse o presidente executivo do grupo, Miguel Proença, num encontro com jornalistas.

O Grupo Hoti Hotéis conta, atualmente, com 18 hotéis, nomeadamente das marcas Meliá, Star Inn, Tryp e Moxy (Marriot), sendo 17 em Portugal e um, Meliá Maputo, em Moçambique.

Segundo o mesmo responsável, a Hoti Hotéis deverá encerrar este ano com receitas de 36 milhões de euros, valor que compara com aproximadamente 25 milhões no ano passado, quando a pandemia de covid-19 mais afetou a economia e o setor turístico em particular. Ou seja, haverá uma subida das receitas em 44%.

Já comparado com 2019, quando o grupo registou proveitos totais de 77 milhões, a empresa vai registar este ano uma descida de cerca de 53%.

“Para 2022 estamos a orçamentar um valor global de receitas de 59 milhões de euros”, disse Miguel Proença, explicando que as perspetivas iniciais tinham valores “mais puxados”, mas que “nas últimas semanas” tiveram que ser revistas, dado que a conjuntura também se alterou, com o número crescente de casos com a nova variante da pandemia, a Ómicron.

“Até aos processos de vacinação, diria, estávamos todos com um sorriso a tentar empurrar um otimismo para o qual não havia um fundamento objetivo. A partir do momento em que todos passámos por este processo de vacinação, dentro do turismo existia esta esperança de que as coisas iriam ter condições para recuperar e não estávamos à espera que a situação viesse gerar de novo um repetir, ainda que mais suave, do estado espírito que se vivia o ano passado (…)””.

O responsável admitiu que nas últimas semanas se têm registado cancelamentos, à exceção das reservas do mercado alemão.

Antes, tinha afirmado que a Hoti Hotéis vai investir 140 milhões de euros até 2027 em várias unidades hoteleiras das marcas que opera, acrescentando ao seu portfólio mais 816 quartos.

“Entre os [projetos] que estão mais clarificados, estamos a falar de 816 quartos, num total neste conjunto de projetos a desenvolver daqui para a frente até 2026, 2027, cerca de 140 milhões de euros”, disse.

Já segundo o administrador do grupo Ricardo Rodrigues, o primeiro projeto a avançar, “em princípio no primeiro trimestre do próximo ano, vai ser em Braga, “um hotel com 109 quartos mesmo no centro”.

O mesmo responsável disse que na calha estão ainda dois projetos “à espera do licenciamento” na Câmara de Viana do Castelo e de Famalicão, que serão “dois Meliá, mais ou menos, com 120 quartos” e outro, que também foi público, que o grupo ganhou no âmbito do Programa Revive em São João da Madeira.

“Estamos também a trabalhar no lançamento de um desenvolvimento de raiz de um Star Inn em Aveiro. Nós comprámos o terreno, ainda está em processo embrionário de licenciamento”.

Ricardo Rodrigues disse ainda que o grupo mantém a “perspetiva de estar atento a todas as oportunidades”, nomeadamente em Espanha, mercado para onde continua a olhar como uma forma de expandir.

“Fizemos um acordo com a Wyndham para o desenvolvimento da marca Tryp em Portugal, somos ‘master franchising’ da marca Tryp para Portugal e para Espanha, por isso podemos desenvolver a marca. Vamos agora manter aqui em Portugal cinco hotéis com a marca Tryp e a lógica é escalar este número de hotéis. Apesar da marca não ser nossa, temos esse instrumento que nos permite alavancar o nosso crescimento”, reforçou o administrador.

“A filosofia do grupo, e dos acionistas, é que todos os meios libertos sejam reinvestidos e, por isso, há uma necessidade de alimentar um ‘pipeline’ [projetos em carteiras] para alocar esse capital e, por isso, tivemos estes dois anos muito difíceis e o grupo viveu com alguma tranquilidade este período, agora estamos com energia e motivação para agarrar as oportunidades neste processo de retoma”, sublinhou.

A Hoti Hotéis prevê ainda avançar com um Meliá cinco estrelas na Avenida Boavista, no Porto, com 220 quartos, que ainda não está em licenciamento.

error: O conteúdo está protegido!!
GDPR Cookie Consent with Real Cookie Banner