O Governo deu luz verde ao lançamento do concurso público para a construção e exploração do Empreendimento de Fins Múltiplos de Girabolhos (EFMG), no rio Mondego.
A decisão foi determinada pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e o procedimento deverá avançar até março.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) será responsável por promover o concurso, em articulação com os municípios envolvidos e várias entidades das áreas do abastecimento de água, energia, proteção civil, agricultura, economia, ordenamento do território e conservação da natureza. O objetivo, segundo o comunicado enviado às redações, é garantir a salvaguarda dos interesses públicos em presença.
O projeto integra a estratégia nacional “Água que Une” e é apresentado pelo Executivo como uma infraestrutura estruturante para a gestão sustentável dos recursos hídricos. Entre os objetivos estão o controlo e mitigação de cheias, o reforço do abastecimento público de água, a produção de energia renovável, o aumento da resiliência hídrica e a valorização do interior.
Citada na nota oficial, Maria da Graça Carvalho defende que Girabolhos é “uma infraestrutura estratégica para reforçar a segurança hídrica do país, proteger as populações do vale do Mondego e aumentar a capacidade nacional de produção de energia renovável”.
Autarcas de Mangualde, Coimbra e Viseu com (girab)olhos postos na bacia do Mondego
A barragem de Girabolhos
- Objetivos Principais: O empreendimento tem como foco principal o controlo de cheias no rio Mondego e no Baixo Mondego, evitando inundações como as de 2019. Adicionalmente, servirá para a produção de energia limpa (central hídrica reversível/bombagem) e reforço do abastecimento público de água.
- Localização: Rio Mondego, na região de Seia (Beira Alta).
- Investimento e Prazo: O projeto tem um investimento estimado na ordem dos 300 milhões de euros. O prazo de execução previsto na estratégia nacional ronda os anos de 2026 a 2037.
- Estratégia Nacional: Integra o plano “Água que Une” e o Plano Nacional de Energia e Clima 2030, sendo gerido com uma lógica de especialização semelhante à da EDIA (Alqueva).
- Contexto Atual: A decisão foi acelerada devido à necessidade de aumentar a resiliência hídrica e após novas ocorrências de cheias no Mondego. A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, confirmou o avanço do processo em fevereiro de 2026.











