Quem olhou para o céu este sábado no Minho deparou-se com um espetáculo invulgar. Um halo solar — um anel luminoso em torno do Sol — foi fotografado a partir de Guimarães, deixando muitos curiosos a tentar perceber a origem do fenómeno.
Trata-se de um efeito ótico que acontece quando a luz solar atravessa cristais de gelo suspensos na atmosfera, presentes em nuvens finas e de grande altitude, como os cirrus e os cirrostratus, que podem formar-se até aos 12 quilómetros de altura.
Ao refratar-se nesses cristais, a luz dispersa-se segundo um ângulo constante, criando o característico anel luminoso — habitualmente com cerca de 22 graus de abertura.
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Além do seu valor visual, o halo tem também uma leitura meteorológica. Estas nuvens altas são frequentemente o sinal precursor de uma mudança de tempo, anunciando a aproximação de frentes com chuva nos dias seguintes.
E é precisamente isso que se espera. De acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a partir de segunda-feira Portugal continental deverá entrar num período de maior instabilidade, com aguaceiros e trovoada, sobretudo no interior durante a tarde, e chuva mais persistente entre o final do dia 29 e 30 de setembro, com maior incidência no Norte e Centro.














