O PCP promoveu esta quarta-feira, na Vila de Prado, concelho de Vila Verde, um buzinão contra o aumento do custo de vida e pelo aumento dos salários e pensões, que contou com uma “adesão massiva” da população.
O protesto ficou marcado pela exigência do controlo dos preços dos bens e serviços essenciais, desde logo a fixação do preço da botija de gás nos 20 euros, mas também o controlo dos preços dos combustíveis, da eletricidade e dos alimentos. O PCP defendeu ainda o aumento geral dos salários e das pensões para fazer face ao aumento do custo de vida.
Esta iniciativa ocorre no âmbito da campanha nacional “Romper Com Injustiças, Novo Rumo, Uma Vida Melhor” e vem no seguimento de um conjunto de ações realizadas no distrito de Braga, incluindo buzinões já realizados em Braga e Esposende, a que se segue outro, esta quinta-feira, em Vila Nova de Famalicão.
“Um verdadeiro escândalo”
Na nota divulgada, o PCP classifica a situação atual como “um verdadeiro escândalo”. “Enquanto todos os dias a esmagadora maioria da população se levanta para trabalhar a pensar em como fará para o dinheiro chegar até ao final do mês, enquanto todos os dias os pequenos comerciantes, as micro, pequenas e médias empresas se veem esmagadas pelos aumentos brutais dos preços, aí estão os lucros milionários dos grandes grupos económicos”, lê-se no comunicado.
O partido aponta exemplos como a Jerónimo Martins e a Sonae, que “encaixaram mais de 1000 milhões de euros”, a Galp, que “só nos primeiros 6 meses deste ano apresentou mais de 800 milhões de euros de lucro”, ou a banca, “a faturar uns escandalosos 14 milhões de euros por dia”.
Para o PCP, o Governo PSD-CDS, assim como o Chega e a IL, “nada fazem para beliscar os interesses destes grupos económicos”. “Pelo contrário, são eles os garantes de que esta seja a realidade: o país a saque pelos grandes grupos económicos. É por isso urgente romper com estas injustiças e abrir caminho a um novo rumo para Portugal”, defende o partido.













