A GNR de Esposende apanhou mais quatro indivíduos de nacionalidade espanhola junto ao local onde, na madrugada anterior, tinha sido desmantelado um desembarque ligado ao narcotráfico marítimo, na zona de Fonte Boa, em Esposende.
Segundo apurou o E24, a detenção ocorreu após denúncias de movimentações de veículos na área. Os quatro homens estariam, aparentemente, à procura de material relacionado com a operação da noite anterior, que resultou na detenção de um suspeito de 41 anos e na apreensão de uma embarcação, combustível e duas armas de guerra.
Os quatro apahados foram constituídos arguidos e foram apreendidos diversos aparelhos radiotelefónicos. A operação permitiu ainda apreender mais uma arma de guerra AK-47, elevando para três o número total de armas apreendidas no âmbito desta investigação.

O cerco da madrugada anterior
A operação inicial da GNR de Esposende ocorreu por volta da meia-noite de quarta para quinta-feira, quando militares do Comando Territorial de Braga intercetaram um grupo de viaturas suspeitas na zona de Fonte Boa, onde decorriam preparativos para colocar na água uma embarcação de apoio ao narcotráfico .
Na altura, foi detido um homem de 41 anos e apreendidas seis viaturas (cinco de matrícula espanhola e uma portuguesa), uma embarcação com dois motores, cerca de 1.500 litros de combustível e duas espingardas Kalashnikov municiadas . Pelo menos três suspeitos conseguiram fugir a pé, tendo sido mobilizados drones da UEPS para buscas no terreno .
A operação de Esposende integrou um dispositivo mais alargado da GNR que, na mesma noite, realizou ações em Aveiras (apreensão de combustível), no rio Guadiana (apreensão de 57 fardos de haxixe pelas autoridades espanholas) e em Sagres (apreensão de combustível), num total de cerca de 10 mil litros de combustível apreendidos em toda a costa portuguesa .

Investigação passa para a PJ
As investigações relativas às embarcações de alta velocidade ligadas ao narcotráfico passam para a alçada da Polícia Judiciária, entidade com competência legal neste tipo de crimes.
A GNR mantém-se no terreno a colaborar com a PJ na identificação dos restantes suspeitos e na ligação desta operação a outras redes que operam na costa norte de Portugal.
















