O Secretário de Estado das Pescas e do Mar elogiou a gestão sustentável dos recursos e a estratégia marítima do município.
A cidade de Viana do Castelo acolheu, esta quinta-feira, 5 de novembro de 2026, a edição de 2026 da Expo Fish Portugal, encontro profissional que juntou especialistas e representantes do setor no Teatro Municipal Sá de Miranda. O evento, dedicado ao tema «Do Mar ao Mercado: Inovação como alavanca de competitividade», serviu para analisar o papel da investigação tecnológica na modernização e sustentabilidade da cadeia de valor do pescado.
Na sessão de abertura, o Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, destacou a ligação histórica de Viana do Castelo com o meio marítimo e valorizou o trabalho das autarquias locais no desenvolvimento económico nacional. O governante sublinhou que os resultados práticos da pesca em Portugal demonstram um caminho de sustentabilidade e rentabilidade, citando como exemplo a campanha da sardinha: entre maio e outubro de 2026, a frota nacional pescou menos mil toneladas de sardinha do que no período homólogo de 2025, contudo registou um encaixe financeiro de 60 milhões de euros, superando os 40 milhões faturados no ano anterior.
Por sua vez, o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, apresentou as linhas orientadoras da Agenda 20-30 da Economia do Mar, instrumento estratégico desenvolvido em parceria com mais de 50 entidades do concelho. O plano estrutura-se agora em sete eixos de ação, incluindo a criação de um Centro Tecnológico Internacional das Energias Renováveis Offshore, o fortalecimento da construção e reparação naval, o fomento da aquacultura sustentável e a inclusão do novo ponto de apoio naval da Marinha Portuguesa na infraestrutura portuária vianense.
A jornada de debate contou ainda com a intervenção do especialista Miguel Marques (Skipper & Wool) e com uma mesa redonda focada na transferência de conhecimento científico para o mercado. O painel reuniu representantes do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Fórum Oceano, INESC-TEC.OCEAN, Associação Nacional da Indústria pelo Frio e Comércio de Produtos Alimentares (ALIF) e Associação Portuguesa de Aquacultores.















