Viana do Castelo testemunhou este domingo um momento político marcante: Paulo de Morais foi oficialmente apresentado como candidato à presidência da Câmara Municipal pelo PSD, numa coligação com o CDS-PP.
O evento reuniu mais de 300 pessoas. “Uma verdadeira onda de chieira”, ouviu-s na sala, incluindo uma expressiva participação da juventude, refletindo uma energia renovadora e uma vontade de mudança no concelho.
Professor universitário, ativista pela transparência e ex-vice-presidente da Câmara do Porto, Paulo de Morais deixou clara a sua missão: “combater o clientelismo e devolver Viana aos seus cidadãos”.
“Viana precisa de um exército de cidadãos livres para derrotar o sistema instalado”, afirmou com determinação, mostrando que os vianenses estão fortes do socialista Luís Nobre .
A sessão contou com discursos de Duarte Martins, líder do PSD local, e Hugo Meira, representante do CDS-PP, que reforçaram o compromisso da candidatura “com a transparência e a ética na gestão municipal”. Entre aplausos, Morais garantiu: “Vou fazer o que ainda não foi feito”.
Transparência e combate ao clientelismo
Paulo de Morais compromete-se a implementar um sistema de total transparência na relação da autarquia com os cidadãos e parceiros, com foco especial nas áreas do urbanismo e gestão do território.
“Onde proliferam favores, tráfico de influências e corrupção, devem existir regras claras e invioláveis“, defendeu.
O candidato revelou ainda que a sua candidatura foi um desafio lançado pelos órgãos concelhios, distritais e nacionais do PSD, incluindo o presidente do partido, Luís Montenegro, e o secretário-geral, Hugo Soares.
“Fui convidado pelo meu reconhecimento ético e cívico, e esse é o motivo da minha participação na vida pública”, destacou.
A necessidade de mudança
Paulo de Morais justificou a sua candidatura pelo descontentamento com a atual gestão socialista, que governa Viana do Castelo há mais de 30 anos. “A cidade tem vindo a definhar, enquanto concelhos vizinhos se desenvolvem a um ritmo muito mais acelerado”, lamentou.
Entre as principais críticas, apontou a falta de mobilidade, a fraca aposta na habitação e os elevados preços dos parques de estacionamento, que afastam as pessoas do centro histórico, muitas vezes deserto.
“Viana tem uma beleza inigualável que não tem sido devidamente aproveitada turisticamente. Quando a matéria-prima é valiosa, mas o resultado é fraco, a culpa é da gestão”, frisou.
O candidato também destacou a dificuldade em fixar profissionais qualificados na cidade, considerando ser essencial elevar a qualidade de vida para inverter esta situação. “A minha meta é que Viana se torne um concelho mais dinâmico e justo”, garantiu.
O Desafio das Eleições
Diante de uma plateia entusiasta, Morais pediu apoio para a sua candidatura, considerando-a um “combate necessário” contra a corrupção e as práticas viciadas.
Entre os presentes, destacaram-se dirigentes locais do CDS-PP e Branco de Morais, último presidente de câmara eleito pelo PSD antes da hegemonia socialista iniciada em 1993.
O atual presidente, Luís Nobre, buscará um segundo mandato pelo PS, num cenário político que promete ser disputado.
Com esta candidatura, Paulo de Morais e a coligação PSD/CDS-PP esperam mobilizar todos os que acreditam numa política baseada na ética, coragem e verdade.
“O futuro de Viana do Castelo está em jogo e os vianenses têm agora a oportunidade de escolher um novo rumo”, frisam os sociais-democratas.