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Ave com 460 bombeiros e um meio aéreo ligeiro para “época alta” dos incêndios

Os oito municípios do Ave vão contar, na época mais crítica dos incêndios florestais, com 460 operacionais disponíveis para o combate às chamas, apoiados por um meio aéreo ligeiro de ataque inicial, foi hoje anunciado.

Em conferência de imprensa, que decorreu no Campus da Proteção Civil de Vila Nova de Famalicão, o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Ave, Rui Costa, adiantou que o meio aéreo estará sediado em Fafe.

No entanto, haverá vários centros de meios aéreos de outras localidades preparados para dar apoio ao Ave, incluindo um “pesado” baseado em Braga.

Disse ainda que os municípios mais interiores da sub-região, como Mondim de Basto, Cabeceiras de Basto, Vieira do Minho, Fafe e Póvoa de Lanhoso, são os que têm “maior potencial para o desenvolvimento de grandes incêndios”.

“Foram identificadas 59 freguesias prioritárias para a utilização de meios aéreos no ataque inicial”, referiu.

Segundo avançou, o concelho de Mondim de Basto “é todo prioritário”, logo seguidos de Cabeceiras de Basto e de Vieira do Minho.

A sub-região do Ave é composta pelos municípios de Vila Nova de Famalicão, Guimarães, Fafe, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto, Mondim de Basto e Vizela e tem uma área de 1.451 quilómetros quadrados.

Conta com 450 mil habitantes, sendo a densidade populacional de 288 habitantes por quilómetro quadrado.

Do total da área, 43% é área florestal e 18% de matos.
Para Rui Costa, o despovoamento, o envelhecimento e a acumulação de material lenhoso nas florestas são os principais fatores de risco na região.

A região dispõe de 27 equipas de intervenção permanente “prontas a operar”, com um total de 135 bombeiros.

Há ainda mais duas aprovadas e outras tantas a aguardar despacho.
Todos os municípios dispõem de uma equipa de combate na fase inicial do incêndio.

Em termos de sapadores florestais, há na região 16 equipas com 105 elementos e 21 veículos.

“Apenas Póvoa de Lanhoso e Vizela não têm disponibilidade de sapadores”, disse ainda Rui Costa.

Para este responsável, todo o dispositivo foi montado a pensar em três objetivos: a segurança das forças de combate, um melhor tempo de resposta e a redução dos reacendimentos.

No entanto, admitiu que “os meios são finitos”, pelo que apelou à redução dos comportamentos de risco, para reduzir as ignições.
“O dispositivo tem a sua capacidade de resposta, tem uma capacidade de resposta a uma fase inicial considerável, robusta, mas depois também é um dispositivo finito”, vincou.

A época mais crítica dos incêndios florestais decorre de 01 de julho a 30 de setembro.

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