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Barcelos: Chama-se “Bicávado” e são compostores domésticos que a Câmara vai distribuir

O Município de Barcelos está prestes a dar um passo significativo em direção à gestão sustentável dos resíduos, com o lançamento do projeto “Biocávado”.

Esta iniciativa, financiada pelo Fundo Ambiental, visa a implementação da recolha seletiva de biorresíduos, promovendo a compostagem doméstica, projetos-piloto de ilhas de compostagem comunitária e a sensibilização da população.

Na primeira fase do projeto, o Município planeja distribuir 1.262 compostores domésticos em todas as 61 freguesias. Os interessados podem inscrever-se através do site https://www.barcelosambiente.pt/compostor.

Simultaneamente, serão estabelecidas duas ilhas de compostagem comunitária em Vila Boa e Viatodos, complementadas por ações de comunicação e sensibilização.

O presidente da Câmara de Barcelos, Mário Constantino, sublinhou a importância do envolvimento dos cidadãos na prevenção da produção de resíduos e na valorização dos mesmos. O edil ressaltou que a participação ativa da comunidade é vital para alcançar níveis de reciclagem compatíveis com as metas estabelecidas pelas autoridades ambientais.

O projeto “Biocávado” resulta de uma bem-sucedida candidatura ao Fundo Ambiental e será desenvolvido em parceria com o Município de Esposende, com Barcelos liderando a iniciativa.

Além da promoção da compostagem doméstica, o Município realizará sessões de sensibilização nas Juntas de Freguesia, oferecendo gratuitamente Kits de Compostagem.

O foco do projeto é “envolver a comunidade barcelense com pequenos jardins ou hortas, incentivando a participação ativa no programa”.

“Esta ação visa aumentar a taxa de reciclagem do concelho e reduzir o impacto ambiental dos resíduos, contribuindo para práticas de economia circular e desenvolvimento sustentável”, lê-se na nota de imprensa.

O projeto “Biocávado” é uma continuação das ações implementadas pelo Município de Barcelos, alinhadas com a política nacional e comunitária de gestão de resíduos. Apesar do aumento na taxa de recolha seletiva, os números ainda estão aquém das metas da União Europeia.

Com um financiamento de 100% pelo Fundo Ambiental, até ao limite de 181 mil euros, sendo 142 mil euros para Barcelos e 39 mil euros para Esposende, o projeto visa reduzir a deposição de resíduos em aterros, desviando e valorizando seletivamente os biorresíduos desde a origem, através da aquisição de equipamentos e sensibilização dos utilizadores para práticas mais sustentáveis.

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