Os trabalhadores do Hospital de Braga estão a protestar contra o aumento de custos de estacionamento e falta de transportes. Há quem tenha que entrar uma hora antes para poupar 420 euros euros ano.
A rotina dos trabalhadores do Hospital de Braga tornou-se ainda mais complicada devido ao aumento das taxas de estacionamento e à escassez de opções de transporte público.
Há um sentimento de “frustração” junto dos trabalhadores. Afirmam que são obrigadas a chegar uma hora mais cedo ao trabalho para conseguir estacionar.
Desde janeiro, os preços das avenças de estacionamento subiram, com os parques descobertos a custar agora 35 euros por mês e os cobertos 50 euros.
Este aumento levou a que os trabalhadores tenham de despender entre 420 e 600 euros por ano para estacionar, um peso significativo para quem já enfrenta desafios financeiros.
A situação é ainda mais crítica para aqueles que fazem turnos noturnos, uma vez que a oferta de transporte público é limitada após as 22 horas.
Muitas vezes, os trabalhadores são obrigados a recorrer ao carro, uma solução que não é viável para todos.
“Se quisesse voltar de autocarro após o meu turno à meia-noite, como faria?”, questionam os trabalhadores, sublinhando a necessidade urgente de uma melhor rede de transportes.
A vereadora da Mobilidade da Câmara de Braga, Olga Pereira, já reconheceu a situação e afirmou que ajustes na oferta de transportes poderão ser feitos, dependendo da procura.
Além disso, a ULS de Braga anunciou que a abertura do torniquete que dá acesso ao hospital visa facilitar a entrada de profissionais e utentes, mas algumas vozes criticam que esta medida apenas agravou a confusão na área.
Quem trabalha é sempre e sempre o mais desprezado.
E o turno da noite?
Então cada vez pior.
Pensem mais em quem trabalha e que ganha o ordenado mínimo.