É já considerada uma das maiores operações da ASAE no que diz respeito à apreensão de material contra-feito em Portugal. A ação, que ainda hoje decorre e que já fez um arguido, aconteceu nas freguesias de Negreiros, em Barcelos, e Cavalões, concelho de Famalicão.
Segundo informações recolhidas pelo E24 junto da ASA, o material apreendido ascende aos 4,7 milhões de euros.
Ao que tudo indica esta rede, que alimentava em grande parte as redes sociais, dedicava-se à falsificação de sapatilhas, perfumes e roupa alusiva aos clubes de futebol de Lisboa, como Sporting CP e SL Benfica, e do FC Porto.
A operação começou com ações de vigilância, sendo que na passada segunda-feira a ASAE avançou para o terrenos, entrando em duas unidades industriais de Cavalões e Negreiros, isto depois do Ministério Pública autorizar as buscas.
A rede é suspeita ainda de ter ligações à China, servindo Portugal de “transfere” para abastecer países da Europa, nomeadamente calçado alusivo à Nike e Adidas.
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A ASAE apreendeu 187 mil artigos contrafeitos já embalado e que terá entrado em Portugal em contentores via porto de Leixões. Aliás a quantidade de material apreendido foi de tal ordem que a ASAE teve que requisitar seis camiões TIR para retirar o material destes armazéns em Cavalões e Negreiros.
A operação, de nome “Resiliência” terá começado há um ano e teve origem no Facebook.
«Como resultado da ação, foi instaurado um processo-crime por venda, circulação e ocultação de artigos contrafeitos», disse a ASAE, confirmando ainda a apreensão de 408 euros em numerário e três telemóveis.
Foi ainda detido um homem, que foi entregue ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, por se encontrar indocumentado em território nacional.