O caso remonta a 26 de junho, que culminaram em buscas em Fornelos, Barcelinhos e Paris como deu em primeira mão o E24.
Em nota divulgada hoje na sua página na Internet, a Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGRP) refere que os arguidos foram apresentados a primeiro interrogatório judicial no Juízo de instrução criminal do Porto para aplicação de medidas de coação, no dia 27 de junho.
Após os interrogatórios judiciais, o Tribunal Judicial da Comarca do Porto (Porto, juízo de instrução criminal) considerou haver “fortes indícios da prática pelos arguidos de um crime de associação de auxílio à imigração ilegal, vinte crimes de auxílio à imigração ilegal, vinte crimes de falsificação de documentos, vinte crimes de falsidade informática e ainda um crime de branqueamento”.
Em consonância com a proposta do Ministério Público, o tribunal determinou que “todos os arguidos ficassem sujeitos às seguintes medidas de coação: proibição de contatos entre si, com outros arguidos a serem constituídos, com testemunhas e com trabalhadores em situação ilegal/irregular”.
“E ainda a proibição de frequentar as sociedades comerciais envolvidas na atividade criminosa (exceto em casos de relações familiares e postos de trabalho) e prestação de caução, com valores que variam entre 10 mil e 100 mil euros”, referem os juizes.
A aplicação dessas medidas foi fundamentada pela existência de perigos de continuação da atividade criminosa, perturbação do inquérito e do processo de instrução, e perturbação da ordem e tranquilidade públicas.