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Esposende: Festa do PSD na Malafaia levanta suspeita. Vice-presidente do PSD nega irregularidades

Ministério Público pede levantamento da imunidade parlamentar de Hugo Carneiro por suspeitas de irregularidades financeiras em festas num espaço de eventos no concelho de Esposende do PSD.

As acusações estão relacionadas a suspeitas de irregularidades financeiras ligadas à realização da iniciativa “Festa da Europa“, nomeadamente uma ocorrida em novembro de 2018, na Quinta da Malafaia, em Esposende.

Hugo Carneiro, por sua vez, nega veementemente qualquer envolvimento em práticas criminosas e anunciou a intenção de apresentar uma queixa-crime contra três membros da Entidade das Contas do MP, alegando que colocaram em dúvida o seu “bom nome”.

As alegações contra Carneiro foram tornadas públicas devido a “suspeitas de irregularidades nas contas do partido na gestão de dinheiro de campanhas eleitorais” durante a liderança de Rui Rio.

Carneiro refutou especificamente a existência de qualquer processo relacionado a irregularidades financeiras em campanhas eleitorais. Ele argumentou que o foco está numa participação da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) ao Ministério Público sobre o evento “Festa da Europa”.

Segundo Carneiro, o evento foi organizado exclusivamente pelo Grupo Parlamentar do Partido Popular Europeu (PPE) e contou com a participação de diversos membros proeminentes, incluindo o presidente do PPE, o presidente do Grupo Parlamentar do PPE, a presidente da Juventude do PPE, dois eurodeputados do PSD e o então presidente do PSD, Rui Rio.

Paulo Rangel e José Manuel Fernandes já vieram a público afirmar que foram eles que organizaram a festa

Carneiro enfatizou que seu envolvimento na organização do evento foi nulo e que não teve participação nas decisões relacionadas à contratação de fornecedores ou escolha de oradores.

Alegando que a ECFP lançou suspeitas de maneira leviana e sem fundamentos sólidos, Carneiro anunciou sua intenção de apresentar uma queixa-crime contra os membros da entidade que, segundo ele, proferiram “denúncias caluniosas”. Ele argumenta que a análise da ECFP foi “muito ligeira e grave” e que o caso será tratado de forma adequada no devido processo legal.

Quanto ao pedido de levantamento de sua imunidade parlamentar, Carneiro afirmou que o MP abriu um processo e que, dentro desse âmbito, solicitou ao parlamento o levantamento da imunidade para que ele possa prestar esclarecimentos sobre as alegações feitas contra ele.

O desdobramento desse caso promete agitar ainda mais o cenário político, enquanto alegações e defesas se desenrolam em meio a acusações sérias e uma disputa pública sobre a verdade por trás dos eventos de novembro de 2018.

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