Está em curso o projeto de reabilitação e valorização do rio Neiva, num investimento superior a meio milhão de euros.
Uma das primeiras ações no terreno teve lugar em Alvarães, Viana do Castelo, onde decorreu uma demonstração prática sobre o uso de tração animal na gestão de corredores ribeirinhos.
A iniciativa, promovida pela Associação Portuguesa de Tração Animal (APTA), decorreu junto ao Parque da Azenha da Almerinda e contou com a presença de técnicos, especialistas e curiosos.
O objetivo foi demonstrar como a utilização de cavalos treinados pode substituir o recurso a maquinaria pesada, muitas vezes prejudicial ao meio ambiente.
Durante a sessão, os cavalos Lola e Sabor removeram troncos caídos no leito do rio com eficácia e sem causar danos à envolvente natural. O desempenho dos animais foi elogiado pelos presentes, que aplaudiram a demonstração.
João Brandão Rodrigues, presidente da APTA, sublinhou que esta técnica tradicional, hoje em desuso, representa uma solução “de elevado valor natural” com impactos mínimos nos ecossistemas. “É uma abordagem ambientalmente mais sustentável, com várias aplicações em contextos de preservação ambiental e patrimonial”, afirmou.
A mesma opinião foi partilhada por Pedro Teiga, engenheiro ambiental ligado ao CIIMAR e à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), e diretor executivo da E.RIO, empresa responsável pelo projeto.
Teiga destacou que a tração animal, além de ser eficaz, representa uma alternativa alinhada com os princípios da sustentabilidade. “Os animais são preparados e alimentados de forma específica para este tipo de trabalho, o que garante o seu bem-estar e a eficiência da intervenção”, explicou.
A ação integra-se num plano mais amplo de recuperação ecológica do rio Neiva, com foco em soluções baseadas na natureza.




