Os agentes da PSP de Braga poderão estar sem folgas até meados de agosto, segundo um despacho do Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública.
O documento, que abrange o período de realização de jogos de futebol, provas de ciclismo e a Feira de Barcelos, impede os agentes de recusarem serviços remunerados, limita períodos de descanso e admite o destacamento em dias de folga.
A medida está a gerar forte contestação sindical. O Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) anunciou que irá apresentar queixas-crime contra os responsáveis que violem o direito ao descanso.
O presidente, Armando Ferreira, alertou para os impactos na saúde física e psicológica dos agentes, classificando a obrigatoriedade dos serviços remunerados como uma forma de “escravização”.
Também a ASPP-PSP denunciou que estes “Despachos de Exceção” se tornaram uma prática recorrente na PSP, mesmo em eventos regulares como a Feira de Barcelos, com mais de seis séculos de história.
Aponta a falta de efetivos como o principal problema, agravado pelo aumento exponencial de eventos.
“A PSP precisa de ter coragem política para recusar eventos quando não tem condições”, destaca a ASPP-PSP.
Os Polícias têm propostas para aliviar a pressão, como a criação de uma bolsa de voluntários ou o reforço por agentes de comandos com menos atividade.
“Há cada vez menos efetivos e mais eventos promovidos por autarquias, o que torna a situação insustentável”, afirmam



