O acidente de Castro Verde, no Alentejo, que resultou em seis mortos, cinco das quais carbonizadas, poderá para todo sempre permanecer em mistério.
Uma tragédia abalou a comunidade em Castro Verde, Alentejo, na madrugada de hoje, quando uma família de emigrantes portugueses do Reino Unido (RU) perdeu a vida num brutal acidente rodoviário no IP2.
O choque frontal, que envolveu duas viaturas, resultou na morte de seis pessoas, deixando um mistério que poderá nunca ser desvendado e um profundo luto que ecoa além-fronteiras.
As vítimas, uma família de emigrantes que havia acabado de chegar a Portugal para passar as férias, estavam a bordo de um carro alugado no aeroporto de Faro, a caminho de Mourão, onde possuem uma casa.
O pai, de 55 anos, a mãe, de 51, e os seus filhos gémeos, de 20 anos, que nasceram em Inglaterra, acompanhados pela namorada de um dos jovens, uma polaca de 19 anos, foram surpreendidos por um destino trágico.
A colisão, que ocorreu ao quilómetro 387,5 do IP2, envolveu também um jovem de 26 anos, natural de Almodôvar, que seguia na outra viatura.
O impacto do acidente foi tão violento que, para além das mortes, o carro da família incendiou-se, tornando a identificação das vítimas uma tarefa extremamente difícil para as autoridades.
Os corpos carbonizados foram apenas reconhecidos mais tarde, graças à ajuda de um alerta feito pela outra filha do casal, que se encontra no Reino Unido.
Estranhando a ausência de resposta, ela contatou a Guarda Nacional Republicana (GNR), o que possibilitou a identificação das vítimas e a rápida mobilização dos meios de socorro.
O acidente ocorreu cerca das 1h20 da madrugada, mas o pedido de socorro só foi feito após as 2h, o que levanta questões sobre o que realmente aconteceu nas horas que antecederam a tragédia.
Não havia sobreviventes nem testemunhas, e a falta de informações claras sobre as causas do acidente deixa no ar um mistério angustiante.
O que poderá ter levado a este choque fatal?
A estrada, que foi fechada até ao início da manhã, guarda em si segredos que, talvez, nunca venham a ser revelados.
Os corpos das vítimas foram transportados para a Medicina Legal no Hospital de Beja, onde as famílias terão de enfrentar a dolorosa tarefa de dizer adeus a aqueles que partiram de forma tão abrupta.
O luto e a dor da perda não se limitam a Portugal, as ondas de choque desta tragédia viajam até ao Reino Unido, onde uma filha aguarda respostas que podem nunca chegar.



