As fintechs continuam a dar cartas no setor financeiro.
Em 2024, as maiores empresas do setor faturaram 231 mil milhões de dólares (cerca de 199 mil milhões de euros), mais 21% que no ano anterior, revela um estudo da Boston Consulting Group (BCG).
Segundo a consultora, estas empresas estão a crescer quase três vezes mais rápido que os bancos tradicionais. A análise focou-se em fintechs com receitas superiores a 500 milhões de dólares, e os números impressionam: 69% já são lucrativas – um salto face aos menos de 50% em 2023.
O EBITDA médio (lucro antes de juros, impostos e amortizações) também disparou, crescendo 25% no último ano. Mas mesmo com este boom, as fintechs representam apenas 3% das receitas globais do setor financeiro.
Os EUA continuam a liderar o mercado, com 52% da receita mundial, seguidos pela China (16%).
“As fintechs estão a transformar o setor financeiro de forma irreversível. O crescimento acelerado e a adoção de tecnologias como a Inteligência Artificial demonstram que estas empresas não são apenas disruptivas, mas essenciais para o futuro. Na Lima Group, vemos com clareza a importância de parcerias estratégicas entre instituições tradicionais e fintechs inovadoras. O investimento direcionado e uma regulação clara serão cruciais para garantir confiança e estabilidade. Acreditamos que a colaboração e a agilidade serão os fatores-chave para manter a competitividade num setor em rápida evolução”, afirma Francisco Lima, Chairman da Lima Group.
E o futuro?
Está a ser moldado pela Inteligência Artificial. A chamada “IA agentiva” – baseada em agentes autónomos – é apontada como a principal tendência. As fintechs que usam IA representam só 23% do mercado, mas captam 49% de todo o investimento do setor. Um sinal claro de onde estão as apostas.
O estudo também deixa recados
Os reguladores precisam de regras claras e ágeis, principalmente para lidar com a IA e os ativos digitais.
E os bancos?
Devem aliar-se às fintechs em áreas estratégicas para não ficarem para trás. O relatório baseou-se em entrevistas com 60 CEOs e investidores do setor.



