Aeródromo Municipal de Braga foi promovido à Classe II pela Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC).
A decisão resulta dos investimentos feitos pela autarquia, que preparam o espaço para acolher, já em 2026, uma academia de formação de profissionais de aviação em parceria com a International Flight Academy.
De acordo com o Decreto-Lei n.º 55/2010, a classificação de Classe II corresponde a uma infraestrutura intermédia: dispõe de meios de comunicação, segurança e combate a incêndios, mas com limitações operacionais.
Os voos internacionais extracomunitários estão interditos e as operações comerciais ficam restritas a dois voos diários, com aeronaves de pequeno porte, até 19 lugares.
O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, sublinha que “os investimentos realizados nos últimos anos, desde logo a melhoria dos sistemas de segurança, reforço da organização do espaço e das infraestruturas de apoio, permitiram cumprir os requisitos da ANAC, que são bastante apertados”.
O autarca realça que o objetivo imediato passa pela vertente formativa: “Na próxima semana será celebrado o protocolo que permitirá arrancar com os cursos de formação de pilotos, que deverão estar em pleno funcionamento no início de 2026.”
Mas a ambição vai além da academia.
Ricardo Rio defende que a infraestrutura pode ser usada para fins de “natureza mais comercial, de apoio ao turismo de negócios”.
O edil clarifica que não se trata de atrair voos low cost, mas sim de criar condições para a receção de jatos de capacidade reduzida, potenciando um segmento específico do turismo.
“Queremos trazer outro tipo de público para a cidade de Braga, valorizando o aeródromo como uma infraestrutura complementar ao desenvolvimento económico do concelho”, afirmou.
Com a nova classificação, Braga passa a dispor de um aeródromo que cumpre padrões de segurança mais exigentes e que pode ganhar peso estratégico na formação aeronáutica e no reforço da atratividade para investidores e visitantes ligados ao turismo empresarial.




