A draga regressou à foz do rio Cávado, em Esposende, numa operação aguardada há meses por pescadores e operadores locais. A montagem do equipamento arrancou esta terça-feira e, segundo fonte ligada ao processo, a entrada em funcionamento está prevista dentro de cerca de 20 dias.

A intervenção surge para responder a um problema crónico na zona: a acumulação de bancos de areia no leito do rio, particularmente junto à barra, que tem vindo a dificultar — e em alguns casos a impedir — a navegação de embarcações.
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Problema antigo que afeta pescadores
Nos últimos tempos, a situação agravou-se, com vários relatos de embarcações encalhadas ou impedidas de sair para o mar, sobretudo durante marés mais baixas.
A foz do Cávado é conhecida pela formação natural de bancos de areia, um fenómeno recorrente em estuários, mas que, sem intervenção regular, pode comprometer seriamente a segurança marítima e a atividade piscatória.
Para os pescadores locais, esta operação representa um alívio esperado. A falta de profundidade em alguns pontos críticos tem condicionado saídas para o mar e aumentado o risco de acidentes.
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Dragagem volta ao terreno
A presença da draga indica o regresso de trabalhos de dragagem periódica, fundamentais para manter o canal navegável.
A operação em curso inclui a montagem do equipamento no terreno, numa fase inicial que antecede os trabalhos no leito do rio. Só após este período — estimado em cerca de três semanas — a máquina começará a remover os sedimentos acumulados.
Impacto direto na economia local
A limpeza da barra do Cávado é vista como essencial para garantir a atividade da pesca e da pequena navegação, setores com peso relevante na economia local de Esposende.
Sem dragagem, o risco é claro: menos saídas para o mar, maiores custos operacionais e perda de rendimento para quem depende do rio.
Intervenção recorrente, mas sempre urgente
Apesar de ser uma operação recorrente ao longo dos anos, a dragagem volta a evidenciar um problema estrutural da zona.
A dinâmica natural do rio e do mar continuará a gerar acumulação de sedimentos. Ainda assim, para já, o foco está na resposta imediata: repor condições mínimas de navegabilidade e segurança na foz do Cávado.




