O candidato do Chega à Câmara de Esposende, Hélder Tenente, dirigiu uma carta aos esposendenses onde critica duramente o que classifica como um “ciclo vicioso” da política local, marcado por jogos de interesses e trocas de cadeiras entre PSD, ex-PSD e PS.
Na missiva, o candidato aponta o dedo ao ex-presidente da Câmara e atual candidato à Assembleia Municipal, Benjamim Pereira, acusando-o de ter abandonado o mandato a meio e de colocar interesses pessoais acima do compromisso com a cidade. “Terá o candidato esquecido que renunciou ao seu mandato, deixando para trás a sua responsabilidade com o povo que agora diz defender?”, questiona Hélder Tenente.
O candidato do Chega critica ainda antigos membros do PSD que, segundo afirma, aplaudiram Benjamim Pereira no passado mas que agora se apresentam como renovadores da política local. Para Tenente, esta situação ilustra “o jogo de cadeiras” que, há anos, “mantém os mesmos protagonistas no poder, independentemente da sigla partidária que representam”.
“Esta alternância aparente impede uma política transparente e virada para as necessidades reais dos cidadãos”, sustenta, sublinhando que tal dinâmica perpetua “uma teia de compadrios” e “a falta de responsabilização” na gestão autárquica.
Hélder Tenente defende que o Chega é a única força política em Esposende que não está comprometida com esse passado.
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“Somos o único partido que nunca participou nestas teias. Não temos compromissos com os que se têm revezado no poder. A nossa proposta é clara: romper com este modelo de gestão e oferecer uma alternativa real”, afirma.
Entre as prioridades apresentadas, o candidato destaca projetos de desenvolvimento económico, reforço da segurança e políticas sociais voltadas para os cidadãos.
“Queremos uma política limpa, transparente e honesta, que trabalhe para todos, sem exceção. É tempo de virar a página e construir um futuro diferente para Esposende”, conclui.



