A Banda Marcial da Foz do Douro, com 142 anos de história, teme pelo seu futuro devido às queixas de vizinhos sobre o barulho dos ensaios.
A associação cultural e escola de música, situada na Rua do Padre Luís Cabral, no Porto, poderá ser obrigada a suspender a atividade caso as medições oficiais confirmem que o som ultrapassa os limites legais.

Com cerca de 50 músicos entre os 13 e os 79 anos, a banda ensaia às sextas-feiras, das 21h30 às 23h15, único horário possível para reunir todos os elementos.
O maestro Manuel da Costa admite preocupação: “Se deixarmos de ensaiar, não poderemos continuar os serviços pagos que garantem a nossa sobrevivência”.
Os moradores falam em “pesadelo semanal”. Queixam-se do impacto do barulho, não só dos ensaios, mas também os convívios como fonte adicional de incómodo.
“É horrível, não há qualquer proteção contra o ruído. No mínimo, que fechem as janelas”, apelam os moradores.
Para tentar resolver o conflito, a direção da banda já investiu em ar condicionado e iniciou obras de insonorização, incluindo a substituição das janelas.
O presidente, António Freches, mostra apreensão: “Se as medições forem desfavoráveis, teremos de procurar outro espaço. Já pedimos à Junta de Freguesia uma sala próxima para ensaios e aulas”.



