Um conjunto de rituais associados a “bruxaria” ou “black magic” marcou a cidade de Esposende, tendo o último sido concluído a 18 de setembro.
A prática, identificada como “ritual da destruição”, foi interpretada pelo conhecido Bruxo de Fafe, Fernando Nogueira, como um ato dirigido “contra alguém da área dos negócios”.
Segundo o próprio, e depois de consultar as imagens a que o E24 teve acesso, correspondem apenas “ao momento final do processo”.
O ritual, explica o “bruxo”, teria começado junto ao mar, seguido por uma passagem num cemitério, depois colocado em encrusilhadas e, por fim, deixado junto ao local do negócio a atingir.
Curiosamente, o “achado” estava junto a um banco, em pleno centro de Esposende.

Fernando Nogueira vai mais longe e garante que o concelho é dos mais procurados para este tipo de práticas.
“É um território com mar, cemitérios perto da linha costeira e muitas vias em formato de ‘V’ e cruzamentos”, afirmou.
Elementos que, segundo a leitura, facilitam a escolha de Esposende para rituais de feitiçaria e trabalhos espirituais.
O caso acabou registado pela GNR, que confirmou a recolha de objetos deixados no local.
Entre eles encontravam-se várias moedas e bebidas como “espumante”, elementos frequentemente associados a oferendas em práticas de bruxaria.
Não se sabe a identidade de quem poderá ter conduzido o ritual, mas sublinhou que estas práticas são individuais, o que não aconteceu neste caso.
“Esse facto surpreende. Deve ter sido algo em grande. Não é normal ver tantas pessoas dentro do processo. O objetivo é mesmo a destruição do visado”, referiu.
Em Esposende, o caso não passou despercebido: os objetos, deixados em pleno centro da cidade, chamaram a atenção de transeuntes e autoridades, reforçando a notoriedade da cidade como palco recorrente de fenómenos ligados à feitiçaria.




