Carlos Silva, antigo presidente da Assembleia Municipal de Esposende e que saiu do PSD depois de ver o partido escolher Guilherme Emílio com candidato, lidera o Movimento Independente Mudança e apresenta-se às autárquicas com uma mensagem clara: “a política é para as pessoas”.
Defende uma Câmara Municipal mais próxima, transparente e capaz de responder rapidamente aos cidadãos. “As pessoas têm de sentir que a Câmara as ajuda e que há regras claras e acessíveis”, sublinha.
O candidato destaca a necessidade de autonomia das freguesias e instituições locais, considerando que “devem ser tratadas como parceiros, não como pedintes”. Para isso, quer delegar responsabilidades e garantir financiamento estável para juntas e associações.
Entre as primeiras medidas, Carlos Silva aponta para o reforço da motivação dos funcionários municipais. “É preciso devolver-lhes o orgulho em servir Esposende”, afirma. A gestão interna e o respeito pelos trabalhadores são, para o candidato, essenciais para que a Câmara funcione “com espírito de equipa e eficácia”.
Na área da saúde, o médico urologista propõe parcerias com instituições privadas e sociais, como as Misericórdias e a Cruz Vermelha, para descongestionar as urgências e garantir acesso rápido a cuidados essenciais. Defende ainda o reforço das unidades de cuidados continuados, dando prioridade aos doentes do concelho.
Outra prioridade é o saneamento básico, que considera “uma questão de saúde pública”. “É inconcebível que ainda existam freguesias sem rede de saneamento. Não é uma despesa, é um investimento no futuro”, frisa.
Na mobilidade, Carlos Silva propõe uma rede de transportes intraconcelhia, com ligações entre freguesias e uma linha circular urbana, facilitando o acesso ao centro da cidade. Quer ainda lutar pela ligação ao metro e ao quadrilátero urbano, garantindo que Esposende “não se torne uma ilha”.
A nível político, o candidato reforça que o seu movimento é independente e composto por “pessoas credíveis que já deram provas na vida”. Admite estar confiante na vitória, sublinhando que “as pessoas querem mudança e valorizam quem tem trabalho feito”.
“Não sou ator, sou autêntico”, diz o candidato, que encara esta missão como um serviço à comunidade.



