O presidente do Chega, André Ventura, encerrou esta quinta-feira a campanha autárquica com um jantar-comício em Viana do Castelo, na Quinta Santoinho, que reuniu mais de dois mil apoiantes.

O líder garantiu que as eleições de domingo serão “um dia histórico para o país”, defendendo que o resultado das últimas legislativas não foi “circunscrito e circunstancial”.
Ventura assegurou que a “onda de transformação” iniciada nas legislativas é “permanente” e que o Chega vai conquistar várias câmaras municipais.
“O país está a mudar e esta onda vai varrer o mapa autárquico de Portugal no dia 12”, afirmou, prometendo “tolerância zero à corrupção”.
No discurso, o dirigente sublinhou que o partido quer “servir e governar” com princípios firmes. “Havemos de vencer este país e transformá-lo para sempre”, disse Ventura, que aproveitou para criticar os principais adversários políticos.

“O primeiro-ministro anda preocupado com a Spinumviva, o José Luís Carneiro parece que morreu politicamente antes de nascer, e a Mariana Mortágua podia ter ficado em Gaza para sempre”, ironizou, acrescentando que “a extrema-esquerda reles podia desaparecer”.
Ventura voltou também aos temas que marcam o discurso do partido, como a imigração e a comunidade cigana, acusando PS e PSD de terem feito de Portugal “um país frouxo e a brincar”.
“Vamos pôr este país na ordem, com lei e com regras”, declarou, rejeitando acusações de racismo ou intolerância.
“Podem acusar-nos de tudo, menos de corrupção. O Chega nunca será tomado pela corrupção”, garantiu, apelando a uma votação em massa no domingo para “pintar o país com o símbolo do partido”.
Com este comício, André Ventura encerrou uma campanha marcada por forte mobilização popular e por um discurso centrado na mudança e punição da corrupção.




