A bióloga Helena Freitas, diretora do Parque de Serralves, no Porto, foi distinguida com o Grande Prémio Ciência Viva 2025, anunciou esta terça-feira a instituição responsável pela iniciativa.
A distinção reconhece uma carreira marcada por contributos decisivos para a investigação científica em Portugal.
Em comunicado, a Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica – sublinha o papel central de Helena Freitas na investigação pioneira sobre ecofisiologia de populações vegetais terrestres e costeiras, ecologia de plantas, espécies invasoras, gestão agrícola e florestal, bem como na adaptação às alterações climáticas.

A investigadora, também professora catedrática da Universidade de Coimbra, é titular da cátedra da Unesco para a Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável e fundadora do Centro de Ecologia Funcional, sendo amplamente reconhecida pela sua liderança na promoção da ciência ambiental em Portugal.
Na categoria Educação, o Prémio Ciência Viva foi atribuído às professoras Lindaura Policiano e Maria João Batista, graças ao trabalho desenvolvido nos Clubes Ciência Viva das escolas de Arneiro das Milhariças e de Alcanede, em Santarém, onde promovem atividades que aproximam as comunidades escolares da ciência.
O prémio dedicado aos media distinguiu o programa de rádio “90 Segundos de Ciência”, transmitido na Antena 1 e disponível em formato podcast, pela sua missão de divulgar o trabalho de investigadores portugueses e contribuir para o aumento da literacia científica.
Já a campanha “Estamos a Chegar ao Ponto”, da Sociedade Ponto Verde, focada na reciclagem correta de embalagens, foi a vencedora na categoria Publicidade.
A cerimónia de entrega dos prémios decorre na próxima segunda-feira, em Lisboa, assinalando o Dia Nacional da Cultura Científica.



