A região de Turismo Porto e Norte atingiu, até setembro de 2025, os mesmos números de turistas registados ao longo de todo o ano de 2024.
A confirmação foi dada por Luís Pedro Martins, presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), à margem da abertura da 11.ª Festa do Espumante, em Melgaço.
Segundo o responsável, a região chegou aos 7 milhões de hóspedes e ultrapassou os 11,5 milhões de dormidas, com 900 milhões de euros em proveitos da hotelaria. Sem fechar o último trimestre, o crescimento supera a média nacional “em todos os indicadores”, incluindo nos mercados externos que a TPNP quer conquistar com uma estratégia mais direcionada.
A entidade está a reforçar a promoção fora da Europa, focando-se nos Estados Unidos, Canadá e Brasil, que nos últimos anos subiram no ranking de origem de turistas. A nova etapa passa agora por Japão, Coreia do Sul e China, mercados onde a procura por gastronomia, vinhos e património cultural encaixa no perfil da região.
Melgaço surge como peça central na estratégia, com potencial para captar “turismo de qualidade”. Já Trás-os-Montes cresce menos por falta de alojamento qualificado, alerta Luís Pedro Martins, pedindo maior investimento privado para responder às exigências dos mercados de longa distância.
A relação com a Galiza é apontada como fator decisivo para ganhar escala internacional. Porto, Norte e Galiza funcionam hoje como única Euro-região com um cluster conjunto de turismo, permitindo maior presença em mercados como o americano ou o brasileiro.
Para 2026, a TPNP prepara uma campanha internacional focada na Rota dos Vinhos e no enoturismo, em articulação com a CCDR-N e a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes.



