Pedro Arezes assumiu hoje funções como reitor da Universidade do Minho (UMinho), numa cerimónia no Largo do Paço.
No primeiro discurso do mandato, deixou claro que quer uma instituição mais forte, mais ágil e mais próxima do território, com prioridade absoluta ao ensino de excelência e à modernização dos campi.
UMinho “deve assumir plenamente a sua missão académica”
Arezes afirmou que a UMinho “deve assumir plenamente a sua missão académica”, defendendo um modelo formativo capaz de gerar “experiências transformadoras” e reconhecido dentro e fora do país. Disse querer uma universidade que promova mobilidade social, garanta igualdade de oportunidades e responda às exigências atuais.
Investigação na estratégia institucional
O novo reitor reforçou o papel central da investigação na estratégia institucional. Classificou-a como “coração intelectual” da UMinho e comprometeu-se a fortalecer capacidade científica, renovar equipas e incentivar abordagens interdisciplinares para enfrentar “desafios complexos”. Defendeu ainda medidas para combater a precariedade, atrair talento e assegurar que o conhecimento gerado tem impacto mensurável na sociedade e na economia.
Universidade “mais democrática”
Na governação, prometeu uma universidade “mais democrática, mais internacional e mais transparente”. A simplificação administrativa será, segundo Arezes, uma prioridade concreta, com processos mais rápidos, sistemas integrados e uma cultura baseada na confiança, para que estudantes, docentes e técnicos possam focar-se no essencial.
Outro eixo do programa será a requalificação dos campi. Arezes quer recuperar edifícios degradados, modernizar infraestruturas e captar financiamento competitivo, defendendo uma abordagem sustentada e de longo prazo.
Desenvolvimento regional e cultural
O novo reitor destacou ainda o papel da UMinho como agente de desenvolvimento regional e cultural, assumindo vontade de aprofundar parcerias com autarquias, empresas e instituições científicas. Paralelamente, prometeu reforço do apoio social aos estudantes e ações para promover o bem-estar da comunidade académica.
Arezes encerrou com um aviso: o sucesso do programa depende “do compromisso de todos os membros” da UMinho.



