Violência doméstica mantém-se em níveis alarmantes no país, com 23 272 ocorrências registadas até 30 de setembro, alerta a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG).
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Se se mantiver o padrão dos últimos trimestres, 2025 poderá terminar com um total anual semelhante — ou até superior — ao de 2024, ano em que se contabilizaram 30 086 denúncias.
Segundo os dados da CIG, os números de 2024 mantiveram-se próximos dos níveis de 2022 e 2023, sem sinal de redução relevante. Em 2025, o terceiro trimestre é o mais grave dos últimos três anos, com 8 503 ocorrências, apenas abaixo do máximo trimestral de 2022 (8 887).
No parlamento, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto anunciou um reforço de 5,3 milhões de euros no Orçamento do Estado para 2026, que qualificou como o “maior investimento de sempre” na prevenção e combate à violência doméstica.
Entre as medidas destacadas está a nova ficha de avaliação de risco, que passou a incluir idosos, crianças e jovens com indicadores adaptados às várias tipologias de crime.
Vai também entrar em funcionamento, em 2026, uma linha nacional gratuita e multilíngue, disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, destinada a apoiar vítimas de todas as formas de violência doméstica.
Prevê-se ainda o alargamento do apoio psicológico e a abertura de três novas respostas na região de Lisboa e Vale do Tejo, para garantir cobertura nacional no acompanhamento especializado de menores.
Os números somam-se a casos dramáticos de vítimas infantis que permanecem como alerta para a necessidade de intervenção urgente e concertada.



