O primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís Montenegro, reafirmou o compromisso do Governo em avançar com um ciclo de reformas profundas na saúde, educação, habitação e transportes ao longo dos próximos três anos e meio, afastando a hipótese de novas eleições legislativas no curto prazo.
A posição foi assumida numa mensagem de Ano Novo divulgada nas redes sociais do partido, na reta final de 2025.
No mesmo discurso, Montenegro confirmou o apoio do PSD à candidatura presidencial de Luís Marques Mendes, sublinhando, no entanto, que as eleições de 18 de janeiro não devem ser encaradas como um confronto partidário. Ainda assim, considerou que o antigo líder social-democrata é “o candidato mais preparado” para o exercício das funções de Presidente da República, destacando a sua experiência política e institucional.
O chefe do Governo defendeu que, ultrapassado o ciclo eleitoral, o país deverá entrar num período de estabilidade política que permita ao executivo concentrar-se na execução do programa com que se apresentou aos portugueses.
“Temos pela frente cerca de três anos e meio sem eleições nacionais e isso deve ser aproveitado para transformar Portugal”, afirmou.
Reconhecendo que o Governo PSD/CDS-PP governa sem maioria absoluta no Parlamento, Montenegro salientou a necessidade de uma liderança assente no diálogo e na humildade democrática, mas também na coragem política. Para o primeiro-ministro, só assim será possível implementar reformas estruturais em áreas críticas como o Serviço Nacional de Saúde, o sistema educativo, o acesso à habitação e a modernização dos transportes públicos.
Na mensagem, Montenegro apontou ainda a ambição de colocar Portugal “na linha da frente”, apostando na criação de mais riqueza e numa cultura de valorização do esforço. Recuperando uma metáfora já usada anteriormente, voltou a referir a “mentalidade de Cristiano Ronaldo” como símbolo de trabalho, talento e superação contínua.
O primeiro-ministro garantiu que o Governo pretende assegurar melhores rendimentos aos trabalhadores, ao mesmo tempo que protege a sustentabilidade do sistema de pensões. O objetivo, disse, é garantir dignidade e qualidade de vida a todos, sem deixar ninguém para trás.
Dirigindo-se em particular aos militantes do PSD, Montenegro apelou ao sentido de responsabilidade do partido, evocando a herança dos fundadores sociais-democratas, como Francisco Sá Carneiro, e de figuras históricas como Francisco Pinto Balsemão. Concluiu com uma mensagem de mobilização para 2026: “Vamos ao trabalho”.



