O patinador de 21 anos executou um “backflip” perfeito, movimento que esteve banido das competições desde 1976. EUA bateram o Japão por apenas um ponto na prova por equipas.
Ilia Malinin garantiu o seu lugar na imortalidade olímpica este domingo ao protagonizar o momento mais mediático dos Jogos de Inverno de 2026. O norte-americano não só liderou os Estados Unidos rumo à medalha de ouro na prova por equipas, como executou um backflip (salto mortal para trás) — uma manobra que foi proibida durante meio século por ser considerada demasiado perigosa.
A vitória dos EUA foi conquistada com uma margem mínima: 69 pontos contra os 68 do Japão, num duelo que só se decidiu na última atuação do programa livre masculino. A Itália fez história ao fechar o pódio (60 pontos), conquistando a sua primeira medalha olímpica de sempre na modalidade perante o seu público.
O regresso do salto proibido
O backflip tinha sido banido pela União Internacional de Patinagem (ISU) em 1976, logo após o norte-americano Terry Kubicka o ter realizado. A proibição foi levantada apenas em 2024, mas Malinin tornou-se agora o primeiro a ter a audácia de o apresentar nuns Jogos Olímpicos.
Embora o salto não garanta pontuação técnica direta (é avaliado apenas como elemento de coreografia), o impacto psicológico e artístico foi avassalador, selando a superioridade de Malinin sobre o japonês Shun Sato e o italiano Matteo Rizzo.
A competição chegou à reta final num empate técnico após o Japão ter dominado as sessões de pares e individual feminino. Sob pressão máxima, Malinin — que já é o primeiro patinador da história a aterrar um Quádruplo Axel em competição — apresentou um programa livre com cinco saltos quádruplos, recuperando a vantagem necessária para o ouro.
Com apenas 21 anos e na sua estreia olímpica, Malinin confirma-se como a figura central de Milão-Cortina 2026, elevando a patinagem artística a um nível de dificuldade técnica nunca antes visto.



