A Câmara Municipal de Vila Verde garante que estão reunidas todas as condições de segurança para o funcionamento da Central de Camionagem, respondendo às críticas públicas da CDU, que denunciou um cenário de degradação e risco naquela infraestrutura.
O edifício foi atingido por um incêndio a 10 de março de 2025, com origem numa das lojas arrendadas, tendo afetado várias áreas. Segundo o Município, as peritagens realizadas confirmaram que o fogo começou no interior do espaço comercial e que o sistema elétrico central se encontrava em situação regular.
Após o incêndio, a autarquia assegura ter intervindo de imediato para minimizar estragos e reparar danos nas zonas públicas. No entanto, uma ação judicial intentada pela lojista onde deflagrou o fogo, acompanhada de uma providência cautelar para “prova futura”, impede qualquer intervenção na área diretamente afetada até à realização da peritagem solicitada.
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É essa limitação legal que, de acordo com o executivo liderado por Júlia Fernandes, explica a manutenção do cheiro a queimado, da presença de fuligem e de equipamentos danificados no interior das lojas atingidas. A zona em causa encontra-se vedada, frisa a Câmara.
A CDU tinha apontado um conjunto de problemas, entre eles falta de iluminação, humidade, risco de queda de estruturas, quadro elétrico exterior acessível, mangueiras de incêndio degradadas, pavimento escorregadio nas casas de banho e ausência de informação sobre horários e percursos. A coligação questionou ainda se existem condições de segurança e que medidas estão previstas para resolver a situação.
Em resposta, o Município sustenta que, apesar das condicionantes judiciais, foram garantidas todas as condições de segurança e operacionalidade, mantendo-se acessíveis as áreas públicas e de circulação para utentes e trabalhadores. O edifício continua a ser monitorizado pelos serviços municipais de limpeza e manutenção.
Quanto ao futuro, a autarquia afirma que, logo que seja possível do ponto de vista judicial, avançará com uma intervenção para restaurar e requalificar a Central de Camionagem, dotando-a de condições mais modernas e funcionais.
O equipamento é considerado estratégico nas políticas municipais de mobilidade
A CDU insiste que, quase um ano após o incêndio, continua a faltar um plano concreto de recuperação integral e soluções imediatas para utentes e motoristas, defendendo tratar-se de um problema de segurança pública e de imagem do concelho.
Para já, a requalificação total fica dependente da decisão judicial e da realização da peritagem ainda por concluir.



