Carlos Eduardo Reis assumiu a candidatura à Comissão Política Distrital de Braga do PSD, defendendo a abertura de um novo ciclo político no partido no distrito.
As eleições internas estão marcadas para 28 de fevereiro e, pela primeira vez em mais de 25 anos, haverá duas listas em confronto na estrutura distrital.
Licenciado em Direito e com percurso autárquico e parlamentar, o vereador na Câmara de Barcelos sustenta que o PSD de Braga precisa de uma “voz forte” que promova a afirmação do distrito a outro nível.
“A ambição é termos uma voz forte, que promova a afirmação do distrito”, afirmou, sublinhando que a distrital não pode limitar-se a funções administrativas ou à simples validação de candidatos.
Carlos Eduardo Reis diz que a decisão resulta de uma reflexão iniciada há cerca de dois anos, quando tornou pública a convicção de que o ciclo da atual liderança estava esgotado. Optou então por não avançar, para não interferir com o calendário autárquico. Agora, considera ser “o tempo certo” para discutir projetos, avaliar resultados e preparar o partido para os próximos desafios eleitorais.
Entre as linhas mestras da candidatura, destaca-se a aposta na renovação interna, na criação de espaços de participação e na valorização de novos protagonistas. O candidato rejeita a ideia de divisão, argumentando que eleições internas são sinal de vitalidade democrática e não de fragilidade. Defende uma distrital mais estratégica, próxima das concelhias e com capacidade de intervenção política efetiva nas áreas que impactam o território.
A habitação, mobilidade e cultura surgem como prioridades programáticas, a par do reforço da proximidade aos autarcas e do apoio ao Governo nas reformas em curso, nomeadamente na Administração Pública e na descentralização. Carlos Eduardo Reis quer também que as 14 secções do distrito sejam tratadas de forma equilibrada, sem privilégios, promovendo coesão territorial.
“Não sou candidato por ambição pessoal. Sou candidato porque tenho condições políticas e representatividade para dar ao distrito uma liderança mais eficaz no terreno”, afirmou.



