A atual campeã da F1 Academy tornou-se a primeira mulher a conduzir um monolugar da marca alemã, completando um programa intensivo de 200 quilómetros ao volante do icónico W12
O asfalto do circuito de Silverstone serviu de palco para um dos momentos mais simbólicos do automobilismo contemporâneo no passado dia 17 de abril. Doriane Pin, a jovem promessa francesa de 22 anos que conquistou o título da F1 Academy em 2025, concretizou o seu primeiro teste oficial aos comandos de um Fórmula 1 da Mercedes-AMG. A piloto de desenvolvimento da equipa de Brackley teve a oportunidade de pilotar o Mercedes-AMG W12, o mesmo monolugar com que Lewis Hamilton e Valtteri Bottas asseguraram o Campeonato de Construtores em 2021.
Ao longo de 76 voltas na configuração “National” do traçado britânico, Pin não só se tornou a primeira mulher a conduzir um Mercedes de Grande Prémio, como estabeleceu um novo marco ao ser a primeira campeã da categoria exclusivamente feminina a ascender a um teste desta envergadura. A performance da piloto francesa superou as expectativas da estrutura técnica, com a Mercedes a destacar a sua rápida adaptação à potência bruta da unidade de potência híbrida e a precisão do seu feedback técnico após percorrer uma distância total de 200 quilómetros.

Andrew Shovlin, Diretor de Engenharia de Pista da Mercedes, sublinhou o profissionalismo exemplar de Doriane Pin, referindo que a piloto demonstrou uma confiança imediata e uma capacidade rara de explorar os limites do W12 logo nas primeiras passagens. Este teste representou o culminar de meses de preparação rigorosa em simulador e uma integração profunda com o departamento de engenharia da equipa, sinalizando um passo decisivo na sua progressão rumo ao topo da pirâmide do desporto automóvel.
Visivelmente emocionada após a sessão, a piloto francesa descreveu a experiência como algo irreal, realçando que, embora a sua identidade não se resuma ao género, este teste foi uma oportunidade única para demonstrar o potencial das mulheres ao mais alto nível técnico. Para Pin, a transição para um monolugar de Fórmula 1 exigiu um ajuste total de percepções devido à dimensão e performance do W12, mas a evolução consistente ao longo do dia reforçou a sua candidatura a um futuro lugar na grelha principal. O sucesso desta jornada é visto pela Mercedes como uma inspiração para as próximas gerações, alimentando a ambição de ver, a curto prazo, uma mulher a competir regularmente na categoria rainha.

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