Primeiro Secretário Executivo, João Silva, participou em encontros do programa Interreg na Corunha; novo projeto ENECORE vai focar-se na habitação social
A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado reforçou o seu papel na estratégia ibérica de transição energética durante os encontros transfronteiriços que decorreram nos dias 9 e 10 de junho de 2026, na cidade da Corunha, na Galiza. Representada pelo Primeiro Secretário Executivo, João Silva, a comitiva minhota encerrou um ciclo de investimentos rurais e deu luz verde a um plano inovador de combate à pobreza energética em bairros sociais.
As reuniões integraram a agenda de fundos comunitários do Programa Interreg VI-A Espanha–Portugal (POCTEP) 2021-2027, um instrumento financeiro desenhado para descarbonizar os territórios do Norte de Portugal e da Galiza, promovendo a autossuficiência energética das populações locais.
Adega Cultural de Vila Verde ganha painéis fotovoltaicos
O primeiro painel de trabalho serviu para apresentar os resultados do projeto CEL RURAL (Fomento de Comunidades Energéticas Locais em Territórios Rurais). No âmbito deste programa, a CIM Cávado encontra-se a instalar uma comunidade energética piloto na Adega Cultural do Município de Vila Verde.
Esta intervenção estrutural baseia-se na colocação de um sistema fotovoltaico de última geração que vai permitir:
- Gerar e consumir energia limpa diretamente no edifício municipal;
- Partilhar o excedente da produção elétrica com os membros e habitações integradas na comunidade envolvente;
- Reduzir a pegada de carbono e os custos com as faturas de eletricidade da autarquia através de um modelo colaborativo.
A comitiva portuguesa aproveitou ainda a estadia em Espanha para realizar visitas técnicas aos municípios galegos de Xermade e Moeche, onde já funcionam centrais fotovoltaicas comunitárias de gestão pública em meio rural.
Projeto ENECORE: Levantamento focado na Habitação Social
Logo de seguida, João Silva marcou presença no arranque oficial do projeto ENECORE, uma nova iniciativa que herda as bases de partilha da CEL RURAL mas acrescenta-lhe uma forte componente social. A prioridade imediata da CIM Cávado nesta nova frente será a realização de um levantamento técnico exaustivo no parque de habitação social da região do Cávado.
O objetivo passa por identificar os agregados familiares mais vulneráveis de forma a implementar projetos-piloto de energia partilhada que atenuem diretamente o impacto da pobreza hídrica e energética nas habitações.
“A participação nestas iniciativas constitui uma oportunidade para reforçar a nossa atuação na área da energia sustentável, promover a inovação nos municípios do território e consolidar redes de cooperação que permitam acelerar a implementação de soluções energéticas mais eficientes, inclusivas e ambientalmente responsáveis”, sublinhou João Silva durante a jornada “Energia Partilhada: Comunidades Energéticas, Tecnologia e Território”.
Os munícipes, técnicos municipais de ambiente ou representantes de empresas locais que pretendam consultar os guias técnicos de poupança hídrica, conhecer o regulamento das comunidades energéticas ou aceder aos contactos da sede da CIM em Braga podem visitar o portal oficial da CIM Cávado.




