Estrutura será instalada na Zona Empresarial da Praia Norte e contará com uma “cápsula” dedicada ao tratamento e conservação de canoas históricas
O executivo municipal de Viana do Castelo aprovou, por unanimidade, esta quinta-feira, 23 de julho de 2026, a abertura do concurso público para a empreitada de construção do Polo de Arqueologia de Viana do Castelo. O projeto representa um investimento base de 1,230 milhões de euros e tem um prazo de execução fixado em 365 dias.
A proposta, apresentada pelo Presidente da Câmara Municipal, Luís Nobre, enquadra-se no Plano de Ação Regional para a Cultura Norte 2030. O objetivo passa por dotar a região de um centro avançado para o depósito, inventário, preservação, digitalização, gestão e investigação de espólios arqueológicos resultantes de intervenções no território.
Requalificação na Praia Norte e espaço para investigadores
A intervenção vai incidir sobre um edifício existente com dois pisos e cerca de 600 m² de área de implantação, localizado na Zona Empresarial da Praia Norte, cujo interior será integralmente adaptado para as novas valências:
- Piso 0 (Rés-do-chão): Destinado maioritariamente à receção, triagem, tratamento e armazenamento do espólio arqueológico em diferentes fases de conservação. Incluirá áreas específicas para ferramentaria, produtos químicos e secos, para além de uma zona de receção ao público apta para pequenas apresentações.
- Piso 1: Albergará os laboratórios, gabinetes de trabalho e de direção, além de uma sala polivalente de estudo e convívio com dimensão reforçada para acolher estudantes, investigadores e palestras com público alargado.
“Módulo Cápsula” para tratamento de canoas
Um dos elementos diferenciadores do projeto é a criação de uma estrutura autónoma no logradouro a poente do edifício, designada por Cápsula de tratamento das canoas.
Devido à especificidade do processo de conservação das peças — que exige submersão prolongada em tanques descontaminantes durante vários anos e controlo rigoroso de temperatura —, optou-se por isolar esta operação para evitar a proliferação de contaminantes ambientais nas restantes áreas de trabalho.
Repartição orçamental do projeto
A repartição dos encargos financeiros da empreitada estende-se pelos próximos dois exercícios económicos:
- Ano de 2026: 217.449,00 €
- Ano de 2027: 1.087.248,00 €
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