Autarca reconheceu percalços no processo mas sublinhou que a prioridade foi devolver ao concelho um espaço de pertença com excelência arquitetónica
O presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino, destacou a importância da requalificação do Mercado Municipal, assumindo que a intervenção entrega à cidade “uma obra digna, robusta e preparada para o futuro”.
Durante a cerimónia de inauguração do espaço — projetado originalmente em 1966 pela dupla de arquitetos José Carlos Loureiro e Luís Pádua Ramos —, o edil confessou que perspetivava este projeto como a primeira grande empreitada a inaugurar no seu mandato iniciado em 2021, abordando de forma direta as vicissitudes que prolongaram os trabalhos.
“A vida pública, como a vida de cada um de nós, raramente se faz segundo calendários perfeitos. Esta inauguração acontece hoje depois de várias vicissitudes, constrangimentos, enfim, de um caminho mais longo do que todos desejaríamos, mas ela acontece. Se algo demorou mais do que o previsto, foi para que hoje pudéssemos entregar à cidade uma obra digna, robusta e preparada para o futuro”, salientou Mário Constantino.
Espaço de pertença e a “pulsação de Barcelos”
Para o presidente da autarquia, a reabertura do Mercado Municipal representa muito mais do que a entrega de um edifício renovado, tratando-se da devolução de um ponto central da identidade barcelense.
“Mais do que a data da inauguração, o que importa é a qualidade deste equipamento que irá perdurar no tempo. O Mercado Municipal é mais do que um simples lugar. É um dos espaços onde a cidade se reconhece. Aqui encontramos os produtos da nossa terra, o saber e a experiência dos nossos comerciantes, a proximidade entre quem vende e quem compra, a conversa que se prolonga, o conselho partilhado, a notícia trocada. Aqui sempre se sentiu, e voltará a sentir-se, a pulsação de Barcelos”, reforçou o autarca.
Excelência arquitetónica como compromisso público
Mário Constantino fez também questão de sublinhar a exigência em preservar a traça arquitetónica original, deixando um louvor público ao arquiteto José Manuel Lourenço, responsável pelo projeto de requalificação que deu “um novo brilho à obra do seu pai”.
“A excelência arquitetónica não é um luxo, é uma responsabilidade. Barcelos tem, aliás, procurado ao longo da sua história chamar os melhores arquitetos para as suas grandes obras públicas. Queremos continuar a fazê-lo, porque acreditamos que a qualidade da arquitetura é também qualidade de vida, porque os equipamentos públicos devem dignificar os cidadãos, e porque uma cidade que cuida dos seus espaços comuns afirma uma ambição coletiva”, concluiu o edil.
Com a intervenção concluída, o espaço ganha agora novas condições funcionais para reforçar a sua vocação comercial, valorizar os produtores locais e acolher melhor comerciantes e visitantes.


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