A SAD do SC Braga fechou a época 2025/26 com um resultado líquido positivo de 17,315 milhões de euros e alcançou um marco inédito: os rendimentos globais ultrapassaram, pela primeira vez, os 100 milhões, chegando aos 115,682 milhões de euros.
A recuperação é expressiva. Na temporada anterior, a sociedade arsenalista tinha apresentado prejuízos de 10,985 milhões de euros. Já em 2023/24 havia registado um lucro de 17,342 milhões, valor muito próximo do agora alcançado.
Outro máximo histórico surge no EBITDA, que atingiu 39,614 milhões de euros. Os rendimentos operacionais, sem contabilizar as operações com direitos de jogadores, ascenderam a 47,995 milhões. A caminhada até às meias-finais da Liga Europa, juntamente com receitas televisivas, comerciais e de bilheteira, teve um peso importante nas contas.
Roger, Zalazar e Banza ajudam a fazer milhões
O mercado de transferências foi, contudo, determinante. As operações com direitos de atletas renderam 67,339 milhões de euros líquidos, com destaque para as vendas de Roger Fernandes, Rodrigo Zalazar e Simon Banza.
Mas os números revelam também um aumento significativo dos custos. Os gastos operacionais chegaram aos 69,018 milhões de euros e as despesas com pessoal aos 45,685 milhões. A SAD disputou 61 jogos oficiais, o que fez aumentar despesas com deslocações, estadias e prémios relacionados com o desempenho europeu.
O ativo atingiu igualmente um máximo histórico de 230,377 milhões de euros, enquanto o passivo aumentou 43,279 milhões, para 144,042 milhões de euros. A SAD enquadra esta subida no investimento realizado no plantel e em infraestruturas, entre elas o Estádio Municipal e a Cidade Desportiva.
Ainda assim, os capitais próprios terminaram o exercício nos 86,335 milhões de euros, o valor mais elevado de sempre, com uma autonomia financeira de 37%.














