O monumento, da autoria do artista Cláudio Alves, foi inaugurado na Avenida Pe. Júlio Cândido da Costa, com a presença do presidente da Câmara, Luís Nobre.
O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, marcou presença este domingo, 11 de outubro, na inauguração do Monumento ao Ex-Combatente da Primeira Guerra Mundial, na Avenida Pe. Júlio Cândido da Costa, na freguesia de Vila de Punhe, informou a autarquia.
A Câmara descreve a cerimónia como um momento de homenagem e reconhecimento a todos aqueles que serviram o país, mantendo viva a sua memória e o seu legado.
Na inauguração estiveram também o presidente da Junta de Freguesia de Vila de Punhe, Bruno Guimarães, a Comissão de Festas de Vila de Punhe, o pároco Domingos Meira e a população local.
Luís Nobre elogiou o monumento como uma oportunidade para “recordar os cidadãos da freguesia, da região e do país que foram cumprir uma missão”. “Há mais de cem anos, foram convocados e, ainda hoje, sentimos as consequências da guerra”, considerou o autarca.
Luís Nobre sublinhou ainda:
“Vivemos atualmente essa ameaça de guerra, assente nas mesmas fundamentações e princípios, também por quem se julga dono do mundo e da razão. Este monumento representa toda a profundidade, todo o sentimento, mas é também um desafio contínuo para revisitar estes acontecimentos e para nos desafiar a estarmos atentos e a pensarmos naquilo que acontece à nossa volta”.
Por isso, realçou, “espero que este monumento seja uma oportunidade de cultivar a comunidade, trabalhar o coletivo, mas também um convite permanente a refletir sobre os valores que queremos para o mundo”.
O presidente da Junta de Freguesia de Vila de Punhe, Bruno Guimarães, considerou a inauguração deste novo monumento um “momento de memória, de respeito, de gratidão por aqueles que serviram a nossa pátria”.
Já Orlando Novo, representante da Liga dos Combatentes e do Núcleo de Viana do Castelo da Liga dos Combatentes, realçou que “não estamos a valorizar a guerra, estamos sim a valorizar aqueles que foram para a linha da frente, para lutar por aquilo que se acreditava ser a pátria, do Minho a Timor”.
“Este e qualquer monumento é, por isso, uma homenagem àqueles que deixaram tudo para trás, que tiveram de deixar as suas casas e famílias, para lutar pela pátria”, frisou Orlando Novo, valorizando os “símbolos de memória para que os combatentes nunca sejam esquecidos”.
O monumento é da autoria do artista Cláudio Alves. Na memória descritiva da obra, indica-se que “esta obra nasce da vontade de dar forma à memória, prestando homenagem a todos aqueles que partiram para a Primeira Guerra Mundial”.
“A silhueta recortada no granito transforma o vazio em memória, simbolizando simultaneamente a presença e a ausência do combatente e a marca deixada por uma geração chamada a enfrentar a guerra. As botas e o capacete entregam uma presença silenciosa, representando todos aqueles que partiram, os que regressaram e os que ficaram para sempre”













