Um cartaz convoca uma assembleia popular para 8 de novembro, às 16h00, na Praceta D. Sebastião em Esposende.
A convocatória põe em destaque a renda e o custo de vida. Haverá montagem de tendas ou a permanência durante a noite?
A Praceta D. Sebastião, em Esposende, é o ponto de encontro anunciado para uma assembleia popular este domingo.
O cartaz, com a assinatura «Já Não Dá Mais», mostra uma pessoa soterrada em contas de supermercado, eletricidade, água, combustível e renda. A imagem junta, no mesmo apelo, várias despesas que pesam no orçamento das famílias.
A convocatória indica a hora e o local da reunião. Até ao momento, a informação disponível também não permite confirmar uma ligação organizativa às acampadas de Lisboa e do Porto.
A iniciativa de Esposende surge, ainda assim, num momento em que o custo da habitação levou manifestantes a reunir-se em praças de várias cidades portuguesas.
Do Rossio à Praça D. João I
Em Lisboa, o Rossio tornou-se um dos pontos de encontro dos protestos pelo direito à habitação. No Porto, a mobilização concentrou-se na Praça D. João I. Nas duas cidades, as assembleias populares serviram para discutir reivindicações e decidir os passos seguintes, incluindo se os participantes deviam montar tendas e permanecer nas praças durante a noite.
Entre as reivindicações divulgadas pelos movimentos estão o reforço da oferta pública de habitação e a proteção de quem enfrenta um despejo sem alternativa. A permanência das tendas trouxe ao debate a forma como o direito de manifestação é exercido no espaço público.
Na madrugada de 1 de novembro, a PSP interveio para dispersar as concentrações nas duas cidades e retirou tendas. As operações resultaram em 13 detenções e houve feridos, incluindo polícias.
O Presidente da República falou depois com os autarcas de Lisboa e do Porto e com representantes das acampadas.
Já a 2 de novembro, uma decisão do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa autorizou uma manifestante a permanecer no Rossio, incluindo durante a madrugada, até 24 de novembro, data prevista para a votação final do Orçamento do Estado para 2027. Segundo a Lusa, a permanência terá de ser articulada com o Mercado de Natal previsto para a praça. Na sequência da decisão, as assembleias do Porto e de Lisboa aprovaram voltar a montar tendas.
Em Esposende, o cartaz coloca a renda ao lado das restantes despesas do mês. É esse o ponto de partida anunciado para a reunião de domingo, marcada para as 16h00.
A informação divulgada também deixa em aberto o formato da assembleia, a sua duração e as propostas que poderão sair do encontro. A eventual passagem da assembleia para uma «acampada» permanece por confirmar.














