O protocolo assinado com o Ministério do Ambiente cria o programa «Braga Restaura» com intervenções nos rios Este e Cávado entre 2027 e 2030.
O município de Braga foi formalmente selecionado pelo Governo para servir de território-piloto nacional na aplicação das diretrizes do Plano Nacional de Restauro da Natureza. A cooperação institucional entre o Ministério do Ambiente e Energia e a Câmara Municipal de Braga foi oficializada na passada quarta-feira, 4 de novembro de 2026, através da assinatura de um protocolo de colaboração que dá origem ao programa municipal «Braga Restaura».
A iniciativa ambiental estabelece um plano de ação multissectorial com horizonte temporal fixado entre 2027 e 2030. O documento prevê a elaboração, no prazo regulamentar de 120 dias, de um estudo técnico detalhado que definirá as metas de intervenção, as fontes de financiamento elegíveis e a calendarização das obras destinadas a recuperar habitats e conter riscos ecológicos.
As prioridades de atuação incidem sobre os corredores hídricos dos rios Este e Cávado, com foco estruturante na bacia do rio Este. O projeto contempla o controlo intensivo de espécies vegetais exóticas invasoras, a estabilização e renaturalização das margens, a beneficiação da qualidade da água e a criação de bacias de retenção natural destinadas a mitigar o impacto de cheias no perímetro urbano.
O raio de ação do «Braga Restaura» abrange igualmente o Centro Histórico da cidade e o Anel Verde Braga–Bom Jesus–Sameiro–Sete Fontes. A diversidade geográfica e a transição entre ambientes estritamente urbanos, agrícolas e florestais constituíram o fator determinante para a escolha de Braga, permitindo desenhar um modelo de intervenção que servirá de padrão para replicação futura noutros municípios do país.















