Concelhia de Braga do CHEGA condenou este domingo o ato de vandalismo praticado contra um outdoor político instalado na cidade, no qual o rosto de André Ventura foi riscado. Para o partido, a gravidade deste episódio não se esgota no dano material: está em causa o respeito pela presença de diferentes forças políticas no espaço público.
O CHEGA Braga considera que este ato merece uma condenação clara, “sem desculpas ideológicas nem relativizações”. “Destruir um cartaz não é apresentar um argumento. Riscar um rosto não é responder a uma proposta. É substituir o confronto de ideias pela danificação da mensagem de quem pensa de forma diferente”, refere o comunicado.
A estrutura concelhia alerta para o risco de a democracia funcionar “com dois critérios: um para proteger a expressão de uns e outro para desvalorizar os ataques à expressão de outros”. “A liberdade política não depende da simpatia que um partido desperta, nem pode ficar sujeita à aprovação dos seus adversários”, acrescenta.
“O vandalismo não se torna legítimo por invocar uma causa”
O partido rejeita qualquer tentativa de branquear atos desta natureza sob o rótulo de “ativismo”. “A contestação política é legítima; o vandalismo não se torna legítimo por invocar uma causa. Nenhuma convicção ideológica confere o direito de destruir a mensagem alheia”, afirma.
O CHEGA de Braga sublinha ainda que não atribui este ato a quem não esteja identificado, mas garante que “não confundimos prudência com silêncio”. “Exigimos uma condenação inequívoca, sem dois pesos e duas medidas. A gravidade do vandalismo não muda consoante o partido atingido”, lê-se na nota.

A exigência de coerência é dirigida também à extrema-esquerda, que, segundo o partido, não tem “qualquer licença para intimidar, destruir ou impedir a sua expressão”. A mesma fonte sublinha que a posição política do CHEGA é “inequívoca”: “não aceitaremos que a destruição seja normalizada como forma de intervenção no debate público”.
A resposta do partido será “firme, institucional e democrática”, continuando a apresentar propostas e a contactar com a população. “Podem danificar um outdoor. Não lhes cabe decidir quem tem voz. Em democracia, os adversários enfrentam-se no debate e nas urnas. Não se apagam à força do risco. Não nos vão calar“, conclui o comunicado.










