O escritório de advogados Faruqi & Faruqi, com sede em Nova Iorque, moveu uma ação coletiva nos Estados Unidos, acusando a empresa de violar leis federais de segurança.
A queixa aponta para supostas “falsas declarações” e omissões de informações cruciais sobre desafios operacionais, particularmente relacionados a uma parceria com a Reebok.
O processo alega que a Farfetch deliberadamente sonegou informações, revelando apenas em agosto de 2023 as dificuldades enfrentadas na implementação da parceria com a Reebok.
Essa omissão terá tido impacto negativo, não apenas nas receitas, mas também no crescimento geral da empresa.
A situação agravou-se quando a Farfetch não conseguiu atender às expectativas do mercado para 2023 em termos de resultados financeiros.
As ações da empresa caíram a pique, resultando em uma desvalorização superior a 90% em relação ao preço inicial de sua entrada na bolsa norte-americana.
Diante desse cenário, a possibilidade de a Farfetch considerar a saída da bolsa ganhou destaque.
Segundo fontes, reuniões com investidores e banqueiros foram realizadas, incluindo discussões com o banco JP Morgan. A chinesa Ali Baba, um dos principais acionistas, concorda com a possível decisão.
O empresário Miguel Milhão, dono da Prozis, expressou duras críticas à Farfetch no seu podcast.
Milhão sugere que a empresa precisa passar por uma remodelação drástica, incluindo a demissão de cerca de 2000 funcionários, e critica a decisão da Farfetch de não divulgar os resultados trimestrais, classificando-a como “ilegal”.
Milhão questiona a viabilidade futura da empresa e insta a uma revisão significativa de suas práticas de negócios.
O desenrolar dessa crise financeira continua a gerar incertezas sobre o futuro da Farfetch, enquanto investidores, advogados e empresários aguardam desenvolvimentos significativos.