A empreitada prevê estar concluída em abril de 2027. O presidente da autarquia, Ricardo Araújo, salienta que a habitação pública é uma prioridade para atrair e fixar população e talento no concelho.
O município de Guimarães prevê concluir a construção de 75 habitações públicas em abril de 2027. A garantia foi dada esta terça-feira pelo presidente da Câmara Municipal, Ricardo Araújo, durante a cerimónia de lançamento simbólico da primeira pedra da empreitada, localizada na zona de Azurém.
A obra representa um investimento total de cerca de 10 milhões de euros, contando com um financiamento de 7,5 milhões de euros através do programa estatal Primeiro Direito. O restante montante é assumido diretamente pelo orçamento municipal de Guimarães.
Durante a cerimónia, Ricardo Araújo criticou a inação do passado recente na resposta às necessidades habitacionais dos vimaranenses:
“Durante muitos anos falou-se muito sobre habitação. A verdade é que, em Guimarães, nos últimos 10 anos, não se construiu uma única casa pública para aumentar esta oferta de habitação. Muito se falou, mas nada se fez. Estamos a dar cumprimento a uma promessa e a um compromisso que estabelecemos com os vimaranenses: dar prioridade à habitação, dar prioridade à construção pública.”

Localização nobre e aposta na fixação de talento
Desenvolvida em parceria com a construtora Grupo Casais, a obra situa-se na fronteira entre as freguesias de Azurém e Fermentões, numa área considerada “nobre” do concelho. O autarca fez questão de sublinhar a importância da integração social através do urbanismo:
“A habitação social, ou a habitação a custos controlados, não pode ser remetida para os cantos que não queremos ver no nosso concelho. A habitação é para quem dela precisa e a dignidade da pessoa humana também é assim que se verifica.”
Além de colmatar situações de vulnerabilidade social, o executivo municipal defende que o reforço da oferta habitacional é uma peça fundamental para a competitividade económica do território, sendo determinante para atrair mão-de-obra qualificada, empresas e fixar os jovens no concelho.
A autarquia prevê dar continuidade à estratégia de alargamento do parque habitacional público, equacionando também o recurso a parcerias público-privadas para reforçar as soluções a custos controlados.
















