Jorge Palma morreu esta segunda-feira à noite, aos 76 anos, vítima de uma paragem cardiorrespiratória, confirmou a família numa mensagem partilhada nas redes sociais.
“É com profundo pesar e consternação que a família e agência de Jorge Palma informam a sua morte”, lê-se no comunicado.
Nascido em Lisboa, em 1950, começou aos 6 anos a ter aulas de música e ingressou no Conservatório de Música de Lisboa aos 10. Abandonou a música clássica aos 14 para se dedicar ao pop-rock e, antes de se apresentar em nome próprio, fez parte do grupo Sindicato, que tocou na primeira edição do festival de Vilar de Mouros, em 1971.
A carreira a solo começou em 1972, com o single “The Nine Billion Names of God”. Depois de um período na Dinamarca, regressou a Portugal em 1974 e editou o primeiro álbum, “Como uma viagem na palma da mão”, em 1975. Seguiram-se mais de uma dezena de discos de originais, incluindo “Só” (1991), “É proibido fumar” (2001), “Norte” (2004), “Voo nocturno” (2007), “Com todo o respeito” (2011) e o último, “Vida” (2023).
Ao longo da carreira, Jorge Palma venceu o Prémio José Afonso (2002), o Prémio Pedro Osório (2012) e recebeu a medalha de mérito cultural da Câmara de Lisboa (2020), tendo sido condecorado por Marcelo Rebelo de Sousa como comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Em abril deste ano, recebeu o Prémio Carreira dos PLAY – Prémios da Música Portuguesa.













