O cetáceo de 20 toneladas deu à costa em março de 2026 e acabou desenterrado pelas marés, exigindo nova intervenção do Município, Polícia Marítima e Capitania de Aveiro.
A carcaça de uma baleia de grande porte, com cerca de 20 metros de comprimento e 20 toneladas de peso, voltou a ser enterrada esta terça-feira, 13 de outubro de 2026, no areal da praia de Maceda, no concelho de Ovar.
O animal marinho tinha dado à costa originalmente em março de 2026. Na ocasião, a existência de uma escarpa acentuada e os acessos condicionados junto ao sistema dunar e florestal inviabilizaram a remoção integral do cadáver, optando-se pelo seu sepultamento no local. Contudo, a recente erosão costeira e a ação das marés acabaram por expor novamente os restos mortais do cetáceo.
A operação de reenterramento foi coordenada por técnicos da Câmara Municipal de Ovar, em articulação com a Polícia Marítima e a Capitania do Porto de Aveiro.
Monitorização Ambiental e Encalhes na Costa Portuguesa
Em esclarecimento prestado, a autarquia de Ovar afastou perigos para a saúde pública ou risco de contaminação ambiental:
“O processo de decomposição de um cetáceo morto é um processo natural, semelhante ao que ocorreria se o animal permanecesse no meio marinho, não correspondendo, por si só, a uma situação de poluição da praia.”
A autarquia informou ainda que manterá a monitorização contínua do local para assegurar que a decomposição do animal decorra sem impactos na área envolvente.
O encalhe de mamíferos marinhos de grande porte tem sido registado com alguma frequência ao longo da costa portuguesa, existindo ocorrências documentadas nos distritos de Braga, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal e Faro — em pontos como Esposende, Figueira da Foz, Caldas da Rainha, Costa da Caparica e Olhão.














