A tarde de sol na Praça D. João I, no Porto, está a proporcionar momentos históricos, poucas horas após a carga policial desta madrugada.
Um desses momentos está associado à presença de duas cidadãs ligadas ao atelier 968 (Porto), que estão a bordar uma toalha de mesa com o artigo 65.º da Constituição da República Portuguesa.
No artigo 65.º, dedicado à Habitação e Urbanismo, pode ler-se, por exemplo, no seu número 1, que todos “têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar.”
A iniciativa é de “mera fruição e lazer na praça histórica” associada às acampadas pelo direito à habitação e contra o custo de vida, que tiveram início a 10 de outubro deste ano. O gesto simbólico procura chamar a atenção para a crise habitacional que afeta milhares de portugueses e para a necessidade de garantir o cumprimento dos direitos consagrados na Constituição.





