O mundo ficou em choque ao final da tarde de ontem quando o icónico Elevador da Glória descarrilou, provocando 16 mortes e 21 feridos — entre passageiros e transeuntes — num dos piores acidentes urbanos da memória recente.
O Governo decretou luto nacional e prometeu uma investigação rigorosa e independente.
Hora do desastre e o que se sabe
O elevador desgovernou-se ao descer, recuou e embateu contra um prédio, com o alerta a ser dado sensivelmente às 18h00. A contagem atualizada relata 16 mortos — sete homens, oito mulheres e uma vítima ainda não identificada — e cerca de 21 feridos.
O vazio contratual que antecedeu o desastre
O trágico acidente aconteceu apenas três dias depois de expirar o contrato de manutenção — celebrado em 31 de agosto de 2022 com a empresa MNTC, pelo valor global de cerca de 995.515,20 euros e duração de 36 meses — que terminou precisamente a 31 de agosto de 2025.
Um concurso público lançado no início de abril de 2025 para celebrar um novo contrato foi cancelado em agosto, depois das propostas superarem o limite orçamentado.
A defesa da Carris
Em resposta às acusações de falha, a Carris garantiu que não houve interrupção nos serviços de manutenção e que entrou em vigor um ajuste direto no dia 1 de setembro de 2025, assegurando que todas as rotinas de inspeção — diárias, semanais, mensais e intervenções gerais — estavam a decorrer normalmente.
Reações e resposta institucional
O Ministério Público já abriu um inquérito e o Governo empenhou-se em garantir uma investigação independente sobre as causas do acidente e eventuais falhas contratuais ou de fiscalização.
A Ordem dos Engenheiros disponibilizou apoio técnico para a análise da infraestrutura.
Entretanto, o Instituto do Sangue e da Transplantação reforçou as reservas de sangue nos hospitais que receberam as vítimas, assegurando que as necessidades estavam a ser satisfeitas.
Um legado transformado em tragédia
O Elevador da Glória, inaugurado em 1885, é um monumento nacional que transporta milhares de passageiros todos os dias e foi classificado como Património Nacional em 2002.
O acidente, com 17 vidas ceifadas, marca para sempre a história deste símbolo de Lisboa e deixa o país a exigir respostas rápidas e claras.



